Preso, filho de Beira-Mar (CV) responde a ação suspeito de ser líder de quadrilha internacional de tráfico de drogas e armas

O inquérito da Polícia Federal  0049/2013-2 que resultou no processo 5016269-93.2019.4.02.5101 apontou um dos filhos do narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fermandinho Beira-Mar, Marcelo Fernando de Sá Costa, que tem os vulgos de Guto, Guerreiro do Senhor, Lagostinha ou Filho, como chefe de uma organização criminosa especializada em atividades que dizem respeito à aquisição de drogas e armamentos nos países vizinhos (principalmente Paraguai), a negociação do transporte, pagamento e venda do entorpecente e materiais ilícitos no Brasil.

Segundo os autos, mesmo estando preso, Marcelo continuaria com as atividades criminosas.

O filho de Beira-Mar foi preso em 1º de janeiro de 2019 por porte ilegal de arma e por dirigir um carro roubado. Responde a dois processos em Tribunais do Júri suspeito das mortes de três pessoas relacionadas a disputas do tráfico de drogas.

A quadrilha intermediava a venda de drogas não só para o Rio de Janeiro (Favela Parque das Missões, em Duque de Caxias, por exemplo) como também para outros Estados do Brasil, como Pernambuco, onde chegaram a ser apreendidos 59 kg de pasta base de cocaina. Uma outra apreensão chegou a 628 kg de maconha.

Os suspeitos contratavam pessoas (mulas) para realizar o transporte das drogas pelo país.

Até então, já foram apreendidos aproximadamente um total de 1.073,7 quilos de drogas providenciadas pelo bando. O recolhimento foi feito entre os anos de 2013/2014, entretanto as atividades criminosas do grupo foram mantidas após a ocorrência destas medidas, desenvolvendo-se de forma habitual e organizada com a comercialização de elevadíssima quantidade de substâncias entorpecentes e armas de uso restrito.

A organização fazia a utilização de codinomes e palavras dissimuladas para se referir a drogas.

O filho de Beira-Mar já possuía uma condenação de 11 anos e sete meses de prisão.

Quando retornou ao Brasil, veio com documento falso.

São réus também neste processo os criminosos de vulgos Star, Feio ou Júnior; Periquito, Mestre ou Coroa, Habibis ou Mari; Ilha, João Teles ou Gigante; Tia; Lelo ou Leleco; Gatão; e Bokão.