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ACABARAM COM O QUE FUNCIONAVA: Antes de ser extinta, UPP da Vila Kennedy (CV) investigou tráfico na comunidade que terminou com a condenação de vários bandidos. Veja como foi o trabalho

Policiais militares da extinta Unidade de Polícia Pacificadora da Vila Kennedy fizeram um trabalho de investigação que terminou em inqúérito, denúncia, processo e condenação de seis traficantes que agiam na comunidade. O trabalho foi feito em 2017 e a sentença saiu em 2019.

O Núcleo de Inteligência da UPP  montava prontuários de pessoas que moravam na localidade, objeto de identificação dos próprios moradores, para que soubessem quem efetivamente residia no local e quem possuía antecedentes criminais.

O objetivo era identificar os traficantes, os que atuavam como radinho, os que traziam arma, identificando a ligação dos elementos com a facção que domina o local, qual seja, o Comando Vermelho.

Os agentes realizavam abordagem, não chegando a identificar a hierarquia. Em determinado momento começaram a perceber que estavam sendo divulgadas fotos de elementos, moradores da área, ocasião em que, começaram a arquivar as referidas fotografias e montavam prontuários de pessoas que residiam na Vila Kennedy, 

Com a posterior identificação das pessoas através de fotografias existentes em blogs e páginas do Facebook, num total de doze prontuários, foram encaminhados à autoridade policial da 34º DP, de onde partiu a determinação da realização das investigações, esclarecendo que, realizavam uma abordagem e convergiam nome e número de documentos para o setor de banco de dados, não significando que, o elemento tenha ou não algum envolvimento com o tráfico local, mas como os arquivos possuem fotos, com identificação na foto do prontuário e também como morador da efetivava-se a investigação.

Os PMs tiveram dificuldades em realizar o patrulhamento no local pois havia uma estrutura criminosa filiada a facção Comando Vermelho, então começou-se um trabalho de inteligência nas redes sociais, salientando que, a investigação surgiu a partir de trocas de dados com a UPP com o objetivo apurar a criminalidade naquela região. 

A delegacia pediu o levantamento ao serviço de inteligência. Os policiais encaminharam o material recolhido à delegacia e no próprio distrito havia objetos de apreensões de drogas, já comprovando, portanto, minimamente a existência de tráfico no local, acrescendo que na referida diligência não houve interceptação telefônica.

Foram recebidas imagens de traficantes portando armas de fogo como fuzil e pistola  em locais identificados pelos agentes da lei como boca de fumo, alguns deles acabaram presos em flagrante.Os bandidos condenados pegaram penas de três anos e seis meses de prisão em regime fechado. 

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