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Adolescente de 17 anos foi torturado por traficantes do TCP por ter cometido furtos. Rapaz teve dedo queimado e chefes mandaram quebrar seu braço

  Um adolescente de 17 anos foi torturado por traficantes do Parque Aeroporto, em Campos dos Goytacazes, por ter praticado furtos. O fato ocorreu no dia 8 de junho. 


Segundo a denúncia, os bandidos chamados Nilson e Rônilton e outros elementos ainda não identificados, submeteram R.E.N.Q, que estava sob seu poder, com emprego de violência física exercida com socos, chutes, tapas, golpes com pedaço de madeira e queimaduras com cigarro, bem como grave ameaça de morte, a intenso sofrimento físico e mental, causando-lhe várias lesões corporais como forma de lhe aplicar castigo pessoal, pelo fato da vítima ter praticado crime de furto no bairro Parque Aldeia II, local de tráfico de drogas estabelecido pela facção criminosa “TCP”, da qual os denunciados eram associados e abominavam tal conduta criminosa no citado local .
  Consta dos autos que a vítima se encontrava na casa da sua irmã, situada na “invasão do Novo Horizonte”, Parque Aeroporto, quando foi surpreendida por dois elementos ainda não identificados, que a chamaram no portão. 
Após atendê-los, o jovem foi obrigado a ir com os suspeitos ainda não identificados até uma quadra poliesportiva localizada na Rua Eduardo Lourenzo, Parque Aeroporto, nesta Comarca de Campos/RJ, local onde onde haviam mais de 15 criminosos aguardando.  

  No local, Nilson e Rônilton e seus comparsas ainda não identificados passaram a acusar a vítima de haver praticado crimes de furto a moradores do bairro Parque Aldeia II e, posteriormente, a   agrediram.


Além disso, os bandidos ameaçaram a vítima de morte a todo o momento, dizendo-lhe que “se ela retornasse ao Parque Aldeia II, iriam matá-la”

  Durante as agressões, a dupla e seus comparsas ligaram para outros bandidos, conhecidos como Torbal e Tio Patinhas para saberem a destinação e a “sanção” que deveriam impor à vítima.  Eles disseram então para agredir o rapaz e quebrar seu braço. 

  Minutos depois, a PM foi acionada e chegou ao local a tempo de evitar que os denunciados fizessem algo pior contra a vítima. 


Os criminosos, ao avistarem a polícia efetuaram fuga a pé para local incerto e não sabido. 


Já a vítima narrou a tortura aos agentes e foi socorrida por eles  

Em seu depoimento, a vítima relatou que, dois dias antes, havia praticado um furto no Pq. Aldeia II, e que, no dia dos fatos, foi abordado por dois elementos que o levaram até a quadra esportiva, local em que havia diversos homens do tráfico de drogas, da facção T.C.P, alguns deles com pedaços de madeira na mão. Disse que esses homens o levaram para um quarto que fica na quadra e mandaram que se sentasse no chão. Contou que esses homens tiraram fotos, fizeram vídeos e passaram a lhe agredir com socos, tapas no pescoço e queimaram o seu dedo, tendo eles dito que se a vítima voltasse ao Pq. Aldeia II seria morta.

A Justiça decretou a prisão de quatro envolvidos no caso. 

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