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Agente penitenciário teria ido à favela armado comprar drogas e acabou morto por traficantes que acharam que ele era miliciano

Dois traficantes da Favela Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, executaram um agente penitencário em agosto por acreditarem que ele seria miliciano por estar armado. Como o crime não estava autorizado pelo chefe do tráfico, eles ficaram com medo de retaliações e se entregaram à polícia.

Segundo um amigo do inspetor Ezequiel Figueiredo, ele estava em sua companhia quando decidiu ir até a comunidade comprar drogas. A testemunha disse que iria esperá-lo na UPA de Botafogo mas estranhou porque a vítima entrou no local de carro, mas não retornou após mais de uma hora. Em seguida, telefonou para a esposa de Ezequiel

Outra testemunha estava em casa quando a mulher do agente pediu ajuda porque ele tinha ido para a localidade conhecida como ´Buraco do Boi´. A testemunha foi até o local e lá encontrou um carro com as portas abertas e o painel quebrado, ainda com as chaves. No interior do veículo ele encontrou os documentos de Ezequiel, mas não conseguiu notícias de seu paradeiro.

Policiais realizaram buscas pelos autores do crime, oportunidade em que foram abordados por um mototaxista, que informou que os homens queriam se entregar. Em seguida, os custodiados se apresentaram na frente do CIEP Asa Branca, na presença de familiares, e confessaram a prática do crime, entregando a arma que pertencia à vítima.

Na oportunidade, eles narraram a prática criminosa, afirmando que abordaram o agente na comunidade e acreditaram que ele seria miliciano por estar armado. Por essa razão, desferiram golpes de madeira na vítima por cerca de uma hora.

A vítima ainda tentou fugir, mas foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo efetuados por um dos bandidos. Os autores se entregaram por medo de retaliação do tráfico local, já que não ´tinham autorização para executar a vítima.

A Delegacia de Homicídios foi acionada por policiais militares que encontraram um cadáver na localidade da Cacuia. A perícia foi até o local e a vítima foi identificada como o agente penitenciário Ezequiel, relatando que o homicídio não havia sido praticado ali e que havia sido abandonado no local.

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