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Ala do CV não aprova decisões de Abelha e teme que novas trocas de comando em favelas levem a racha na facção

As decisões do chefão do Comando Vermelho, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, de mudar o comando de algumas favelas dominadas pelo grupo estaria desagradando uma parte da facção.

Abelha trocou nos últimos tempos a chefia das comunidades de Manguinhos, São João, Andaraí e Japeri. 

No Andaraí, por exemplo, assumiu um bandido de vulgo Boneco que tomou o lugar do antigo dono, Cabral. Há relatos de que a comunidade ficou mais armada, inclusive com armas antiaéreas (ponto 30) e fazendo mais dinheiro.

Em Japeri, os traficantes do Cajueiro assumiram o posto de Coroa, muito antigo no CV. Comunidades estavam na cidade estavam ‘abandonadas’ apenas com pistolas nas bocas

Em Manguinhos, o traficante Choque perdeu o controle da favela e ainda teria sido espancando na cadeia, sendo expulso da facção e teve que sair de Bangu 3.

Segundo relatos, os criminosos do CV que não possuem ligação direta com a Penha e Alemão e são antigos na facção, dizem que se manifestaram pelo conselho não aprovar as decisões de tomar as bocas de fumo de comparsas que tem administração capenga. 

Alegam que se a decisão é por ordem na “facção” no Rio de Janeiro, as mesmas medidas precisam ser tomadas até para administrações de amigos de Abelha, que possuem comunidades que são administradas de forma parecida com Manguinhos e Japeri, mas não tomam a “intromissão” da cúpula da facção.

Essa ala do CV entende que, se começarem a tomar as bocas de maus administradores da facção, pode acontecer uma insatisfação, seguida de troca de bandeira para outra organização, como acontece normalmente no Rio de Janeiro.

Há boatos de que o CV arquiteta um 2022 de grandes retomadas dentro do Rio de Janeiro, como é o caso do Complexo de Israel, mas há a desconfiança de que cobranças severas contra chefes podem ocasionar num racha dentro da facção.

Por Crimes News RJ

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