Casos de PolíciaPrimeiro Comando da Capital

Além de querer pagar pela fuga, traficante internacional ofereceu R$ 7 milhões para manter celulares na cadeia

O InformeAgora revelou na semana passada que o traficante internacional Elton Leonel Rumich da Silva, o Galant, pretendia pagar R$ 2 milhões para fugir pela porta da frente do Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, na Zona Oeste do Rio.

Uma outra denúncia recebida pela polícia fluminense revela que Galant teria oferecido também R$ 7 milhões para que policiais não apreendessem seus telefones celulares supostamente usados em unidades prisionais.

Por conta da suspeita de fuga e da tentativa de corrupção, a Justiça do Rio determinou a transferência do traficante para um presídio federal e o de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi o escolhido para abrigar o bandido.

Galant é apontado como líder de tráfico de drogas e armas, responsável pelo fornecimento de material ilícito para facções da América Latina, além das notícias acerca do seu envolvimento em crime de homicídio.

 Está sendo apurada também a sua ligação com o grupo terrorista libanês “Hezbollah e também com criminosos do Estado do Rio. Está preso desde 2018.

A informação sobre a nova denúncia contra Galant consta neste processo que pode ser acessado no link http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=000419A80843A2D04DB872244478E1BC4F6EC50C0706341E&USER=

Galant foi condenado em agosto do ano passado a 19 anos de prisão pelo crime de organização criminosa pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul.

Na decisão, a 2ª Vara Federal de Ponta Porã ressaltou  que o réu se dedicava desde os 20 anos a diversos crimes, sem exercer qualquer atividade profissional. Ele era responsável por realizar as compras de drogas em grande escala, administrar os armamentos e os veículos, controlar o pagamento de propina para policiais paraguaios e controlar o pagamento de salários aos membros da organização.

Ao mesmo tempo em que foi condenado, Galant foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro mediante ocultação de propriedade e de movimentação de valores provenientes de crimes.

O órgão pediu que o réu seja condenado à perda de bens, valores e direitos equivalentes a R$ 3,5 milhões. A denúncia destacou que contas bancárias no Paraná e em Mato Grosso do Sul foram abastecidas com dinheiro lícito e movimentadas a mando de Galant, em parceria com doleiros.

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