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Allan Turnowski e Maurício Demétrio agiram para prejudicar delegados que investigavam corrupção em delegacia especializada, diz nova denúncia do MPRJ

 Nova denúncia do MPRJ revela que o ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski na época que era o Diretor Geral de Polícia da Capital (DGPC), trocou mensagens com o delegado Maurício Demétrio Afonso Alves sobre  o ´RO 106/2020´ (que gerou o procedimento policial nº 404-00106/2020 ), procedimento instaurado na Corregedoria de Polícia Civil poucos dias antes, em 16/07/2020, para investigar justamente a existência de organização criminosa no seio da DRCPIM, unidade chefiada por este na época. 

O diálogo indicou que desde aquele momento ambos já tinham ciência da existência de investigação sigilosa contra a suposta organização criminosa. 

Além disso, a conversa sugeriu que Turnowski iria procurar a chefia da instituição (referido como ´01´) para tentar falar sobre o procedimento e que aquele já estava ciente de que Demétrio se movimentava para atacar o delegado Alexandre Ziehe, então Corregedor da Polícia Civil. 

Em 14/09/2020 Turnowski assumiu o posto de Secretário de Polícia Civil do Estado. O então secretário, ao assumir a pasta, substituiu Ziehe pelo delegado Paulo Passos, na função de Corregedor Geral da Polícia Civil.

De acordo com a denúncia, têm-se traçados sérios indícios de que a medida foi voltada a esvaziar a apuração instaurada no Órgão. N

Logo no dia seguinte à posse de Turnowski no novo cargo, foi capturada conversa deste com Demétrio, ocasião que foi ventilado prejudicar, de alguma forma, a delegada Juliana Ziehe, que atuou na investigação. 

Enquanto conversavam sobre a distribuição de delegados pelas unidades, Demétrio expressamente pediu a Allan que agisse para prejudicar a delegada, asseverando que já tinha ´tudo desenhado´. 

Aliás, a conversa, assim como tantas outras, sugeriu que Demétrio tinha participação ativa nas decisões da Secretaria de Polícia Civil por meio da relação muitíssimo próxima de amizade com Turnowski.

Destacou-se trecho de conversa que sugere que Turnowski repassou a a Demétrio informações sigilosas sobre as investigações (PIC/MPRJ) que recaíam sobre a suposta organização criminosa instalada na DRCPIM (objeto inicial do procedimento policial nº 404-00106/2020 e que deu azo à Operação Carta de Corso, fase 1). 

Demétrio admitiu que sugeriu que Turnowski estava ciente de tudo que se pssava na DRCPIM, tendo, ao que parece, liberado ´verba secreta´ (termo usado pelo interrogando) para custear o pagamento das camisas ´Minions´ (R$ 15.000,00)., apreendidas por policiais de forma forjada.

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