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Antes de ser morta, jovem assassinada por policial civil em Queimados estava desesperada com medo de morrer

Autos do processo revelam detalhes do assassinato de Isadora Calheiros Gomes Pedroza, cometido em 26 de novembro, em Queimados. A principal suspeita do crime é a policial civil Carla Patrícia Novaes da Silva de Melo, que teve a prisão preventiva decretada. Antes de ser morta, a vítima já estava desesperada.

A denúncia narra, em resumo, que ´no dia 26 de novembro de 2021, por volta das 11 horas, em frente ao imóvel localizado na rua Santa Rita, nº 874, nesta Comarca, a denunciada, agindo de forma livre e consciente, com intenção de matar, a policial civil efetuou disparo de arma de fogo contra o corpo da vítima Isadora Calheiros Gomes Pedroza, 

O crime foi praticado por motivo torpe, uma vez que a denunciada pretendia se vingar da vítima em razão desta ter mantido uma relação extraconjugal com seu marido, e pelo fato da empresa deste estar no nome de Isadora, motivação que ficou clara com o seu comportamento obsessivo no período que antecedeu a prática do homicídio. 

O assassinato foi cometido de forma quer impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que esta foi recebida pela denunciada, policial civil, que portava uma arma de fogo, sendo surpreendida pelo disparo em sua cabeça.´ Observa-se através dos elementos colhidos na fase extrajudicial que a ré é casada com o nacional Everton, que manteve relacionamento extraconjugal com Isadora. 

Em determinada ocasião, Carla Patrícia, policial civil lotada na 55ª DP, descobriu a infidelidade de seu marido, que fez com que Everton rompesse com Isadora e a demitisse da empresa Quality. 

Não obstante, deve ser ressaltado que há informações de que Everton possuía uma dívida com a vítima e que tenha utilizado os dados de Isadora nos registros de sua empresa Quality, fato descoberto pela policial que então teria enviado prints de conversas entre Everton e Isadora para Fabiano, o qual mantinha relacionamento com a vítima e era amigo de Everton. 

Não satisfeita, os depoimentos colhidos em sede policial e junto à Promotoria de Investigação Policial dão conta de que a ré teria ido ao local de trabalho em algumas ocasiões para conversar com o dono da autoescola em que Isadora trabalhava com o intuito de prejudicá-la em seu ambiente profissional. 

Uma testemunha acrescenta em seu termo de declaração que a vítima teria ficado desesperada ao saber que a denunciada teria ido até o seu local de trabalho e – temendo que Carla Patrícia continuasse com o seu intento – a vítima revelou à amiga que desejava conversar com a policial para que fosse esclarecido o término do caso com o seu esposo. 

A amiga de Isadora, ainda em seu depoimento, diz que a vítima temia por sua vida e então informou a senha de seu telefone celular e pediu para que, caso algo de ruim acontecesse, entregasse a seus familiares. 

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