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Bandido de São Gonçalo que sequestrou, roubou e aterrorizou casal foi condenado a 23 anos de prisão. Comparsa menor de idade ameaçou explodir granada dentro de veículo

A Justiça condenou Jorge Maurício Victor da Costa Silva a pena de 23 anos e três meses de prisão por conta de um sequestro relâmpago acontecido em 2020 em Guaxindiba, em São Gonçalo, na qual um casal teve seus pertences roubados, foi ameaçado de morte com granada, teve que entregar cartões de crédito para fazer saques.

Conforme denúncia, no dia 29 de novembro de 2020, por volta das 09h30, na Rua Rodolfo Siqueira, os bandidos junto com um adolescente de vulgo Da Granada mediante grave ameaça consistente no emprego de arma de fogo e palavras de ordem, subtraíram a quantia de R$ 200,00 em espécie de uma mulher chamada Gisele, além de um par de tênis Olympikus, um par de óculos, um recarregador portátil, uma aliança de metal amarelo nobre (ouro) e a quantia de R$ 150,00 de Pedro Paulo. 

 Por ocasião dos fatos, as vítimas transitavam pela via pública no bairro Guaxindiba, a bordo do veículo Fiat/Grand Siena de cor branca quando, ao passar pela Rua Rodolfo Siqueira, foram abordados por um um grupo de seis homens sentados na esquina. 

Armados com armas de fogo e artefato explosivo, forçaram o ingresso no veículo do casl, tendo o adolescente ocupado o banco do carona dianteiro ao lado do condutor e os outros ocupado o banco traseiro ao lado da mulher. 
Apontando uma arma de fogo tipo pistola para as vítimas, o denunciado, ´Netinho´, em permanente postura de liderança sobre os demais, ordenou que aquela telefonasse para o amigo à casa de quem o casal dizia estar se dirigindo, a fim de comprovar o motivo que os levaram à localidade e confirmar que não eram policiais ou informantes da Polícia, caso contrário morreriam. 

Enquanto isso, durante toda a abordagem, em tom excessivamente agressivo, o comparsa adolescente ameaçava detonar dentro do veículo a granada que portava. 

Convencidos de que as vítimas estavam a passeio pelo bairro, um dos bandidos passou a fazer contato terceiros via rádio transmissor, com o propósito de viabilizar ao trio o acesso a uma máquina de cartão de crédito, sendo que àquela altura dos acontecimentos, o trio já havia subtraído o aparelho celular e cartão da vítima Pedro Paulo. 

Na sequência, em um dado momento, ´Netinho´ determinou que a vítima Pedro Paulo parasse o veículo, momento em que dele desembarcou juntamente com o comparsa adolescente, permanecendo em seu interior as vítimas sob os olhares  dos comparsas, que lhes apontavam a arma de fogo tipo pistola inicialmente e lhes ameaçavam de morte caso reagissem. 

Então,´Netinho´ e o comparsa adolescente fizeram uma compra com o cartão de crédito da vítima Pedro Paulo no valor de R$ 1.900,00, sendo certo que para tal, instantes antes, constrangeram seu titular, mediante a grave ameaça exercida pelo emprego de arma de fogo e palavras de ordem, a lhes fornecer a senha do cartão para o fim de obterem em favor do trio a referida vantagem econômica. 

De volta ao veículo, os criminosos subtraíram o dinheiro da vítima Gisele, além dos bens acima listados da vítima Pedro Paulo, a quem devolveram o cartão de crédito e o aparelho celular, liberando-os em seguida. 

No interregno entre a abordagem e a liberação, que perdurou de duas a três horas, as vítimas foram mantidas contra vontade sob o poder dos denunciados e de seu comparsa adolescente, com suas liberdades restringidas. 
Durante toda a ação criminosa, as vítimas não ofereceram resistência e atenderam todas as determinações dos denunciados e seu comparsa, face as ameaças de morte. 

Levando o fato ao conhecimento da Autoridade Policial, as vítimas não tiveram dúvidas em reconhecerem por foto o comparsa adolescente, como um dos integrantes do grupo de agressores, em cujo perfil do Twitter foi possível, após pesquisa, visualizar a fotografia de outro criminoso, a quem as vítimas igualmente reconheceram. 

O líder do grupo foi inicialmente reconhecido como Carlos Vinicius, vulgo ´Vinny´. Prosseguindo-se na investigação, identificou-se a comerciante em cuja máquina foi utilizado o cartão de crédito da vítima Pedro Paulo, a qual, ouvida em sede policial, confirmou ter recebido a visita do denunciado ´Netinho´ em seu estabelecimento no dia do crime e, mediante solicitação desse, a quem atendeu em decorrência do medo permanente nutrido pelo mesmo e seus ´amigos do bairro´, simulou uma compra em valor elevado utilizando-se o cartão de crédito apresentado por ´Netinho´, a quem entregou a quantia correspondente em espécie.

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