Casos de PolíciaComando Vermelho

Chefão da Rocinha, Bambu foi condenado em junho a dez anos de prisão

Um dos chefes do tráfico na Rocinha, Leandro Pereira da Rocha, o Bambu, foi condenado em junho a uma pena de 10 anos e seis meses de prisão pelos crimes de associação ao tráfico de drogas e resistência.

O crime cometido para a condenação foi cometido em 2015 quando Bambu ainda ocupava a função de endolação de drogas no Valão e na Rua Dois.  

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No dia 09 de agosto de 2015, por volta das 10 horas, na localidade do Valão, interior da favela da Rocinha, São Conrado, Bambu e um comparsa, ao avistarem policiais militares em patrulhamento, consciente e voluntariamente, efetuaram disparos de arma de fogo em via pública, expondo a perigo a vida de moradores e policiais militares que estavam no local. Após os disparos, os denunciados conseguiram fugir em direção à Rua Dois.

De agosto de 2015 até a presente data, os denunciados, com vontade livre e consciente, mediante prévio ajuste e em comunhão de ações e desígnos entre si, de modo estável e permanente, associaram-se com o fim de participar a comercialização de drogas na comunidade.

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PMs envolvidos na ocorrência na época contaram como foi o fato.

 ´me lembro que houve uma troca de tiros e no final, já na delegacia, nós reconhecemos dois elementos no álbum de fotos. Um deles era conhecido por ninho e o outro bambu. Nós efetuávamos patrulhamento de rotina e num dado momento a guarnição percebeu dois elementos e ao progredir em direção a eles , os dois efetuaram disparos para a guarnição. Os dois elementos reconhecidos na delegacia portavam arma de fogo longa, fuzis. Eu já havia visto eles dois elementos em books de procurados. Eu me recordo do réu bambu e eu acredito que ele era um dos gerentes que chegou na rocinha para subdividir o comando da favela. A distância da guarnição para essas pessoas era cerca de 15 metros.Eu me recordo que haviam no confronto umas cinco ou seis elementos.Acredito que o réu estava há meses na rocinha. ´

Outro policial também falou sobre o caso: “se eu não me engano foi no dia dos pais, minha guarnição se deparou com alguns elementos, uns seis, sentido valão. Ficamos umas 1:30/2:00 horas num intenso confronto. Eles estavam de fuzil e pistola na cintura, como se policiais fossem. Eu identifiquei o novinh e o bambu. Atualmente ele está no alto escalão, na época ele era gerente da boca de fumo do valão. A pessoa que aparece a fl. 90 é o réu. A distância de mim para essas pessoas era 10 a 15 metros. Já participei de outras ocorrências tendo o réu participando. Na época era outra facção, ADA. O dono da favela era o ném. Na minha guarnição tinha uns 12 policiais´

Um terceiro PM lembrou do fato: “me lembro que foi na comunidade do valão. Que o confronto durou um tempo. Que dois foram reconhecidos, novinho e bambu, e que eles portavam arma longa. Que o bambu era gerente da carga pó de 10 ou pó de 20. Que o indivíduo da foto é o bambu. Que antes eu já tive confronto com o bambu nesta mesma localidade. ´

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