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Chefão do CV é suspeito de determinar execução de contador e amigo de infância após ser enganado pelo filho

O traficante Luiz Cláudio Machado, o Marreta, e seu filho Rubens Josué Werneck Marques Machado, o Rubinho, estão sendo acusados do homicídio de Edson Galdino de Almeida. O processo tramita na 2ª Vara Criminal da Capital do TJRJ.


Marreta é um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), tendo influência no Complexo do Lins, Praça Seca e Morro do Jorge Turco. 


Segundo os autos, Edson trabalhava como contador para Marreta (seu amigo de infância), gerindo as contas do tráfico que este – mesmo encarcerado no Presídio Federal de Mossoró (RN) – chefiava. 


Ocorre que Edson, ao tomar conhecimento de que o denunciado Rubens  estaria supostamente retirando dinheiro das ´bocas de fumo´ dominadas pelo seu pai, tentou, em vão, informá-lo dos fatos.


Entretanto, suas mensagens foram interceptadas por ´Rubinho´ que, dissimuladamente, fez chegar ao conhecimento de ´Marreta´ que o responsável pelos desfalques seria, na realidade, seria Edson, levando Marreta a determinar a execução da vítima. 


O crime foi cometido mediante emboscada, uma vez que a vítima foi alvo de uma cilada arquitetada pelo segundo denunciado, que o atraiu para o ´Bar do Samurai´, onde foi executado de joelhos, sendo, após, jogado dentro de um carro preto e levado para uma região conhecida como ´Matinho´, na Grota, onde teria sido queimado e seu cadáver ocultado.


O teor dos depoimentos prestados pelas testemunhas, mormente o referente à viúva, torna isso bem evidente. Em todas as ocasiões em que tal testemunha esteve perante à autoridade policial, esta relutou em dizer o que sabe a respeito do crime em comento, declarando, expressamente, que ´em razão de morar no Complexo do Alemão e a todo tempo esbarrar com as pessoas que integram o tráfico local, tem muito medo de falar qualquer coisa a respeito dos fatos aqui narrados´, acrescentado, logo em seguida (às fls. 105), que ´por temer pela própria vida, ainda que soubesse o que de fato aconteceu com o seu companheiro, não falaria´. Disse mais: ´que continua desejando sair do Complexo do Alemão porque … como qualquer morador, se sentem (sic) subjugados´. 

Processo No 0142704-33.2020.8.19.0001

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