Casos de PolíciaPrimeiro Comando da Capital

Chefão do PCC solto pelo STF mandava drogas para o exterior via Porto de Santos. Patrocinava bandas e era surfista profissional

O Supremo Tribunal Federal (STF) mandou soltar essa semana um homem que era o responsável pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) no porto de Santos de onde enviava drogas para o exterior por intermédio de navios e containers.

André Oliveira Macedo, o André do Rap, participava de esquemas que chegaram a enviar expressiva quantidade de cocaína, cerca de 2,7 toneladas, que tinham como destino portos da Europa, África e América Central.

Uma das remessas foi embarcada no navio MSC Athos, em contêiner da Friboi, que tinha por destino o porto de Las Palmas-Espanha.

O mesmo STF que mandou soltá-lo, resolveu cassar a decisão de que o colocou em liberdade. Entretanto, segundo informações do portal UOL, André do Rap teria ido para o Paraguai, onde há uma base do PCC.

Ele também era ligado ao movimento revolucionário das favelas e integrante do PCC e abastecia o litoral paulista com drogas.

Quando da sua prisão, em 2019, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, foi apreendido um helicóptero que, segundo investigações, pertenceria a André do Rap. Em Angra, alugou uma mansão por 20 mil reais mensais. Possuía vários empregados.


Apesar de não exercer atividade lícita, possui vários imóveis, embarcações e veículos automotores de grande valor. Era colaborador da ONG Procuru, patrocinava banda de música e era atleta profissional do surf. Chegou a trocar uma lancha de três milhões e meio por uma de seis.

Morou no Guarujá-SP e chegou a se mudar para Aracaju-SE, de onde administrava diversas atividades ilícitas.

André do Rap chegou a exercer no PCC função de sintonia, sendo um dos responsáveis por arrecadar valores de outros membros da organização.

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