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Cinco traficantes acusados de executar e carbonizar PM e mulher em Nova Iguaçu em 2017 vão a júri popular. Veja detalhes do crime bárbaro

O crime foi em 2017 em Nova Iguaçu. 

Há um ano a Justiça decidiu que os acusados vão a júri popular mas até agora não foram julgados os cinco traficantes acusados de matar o policial militar Carlos Elias dos Santos Vasconcelos e Vivian Ribeiro Manado Maia. 

O policial e a mulher foram sequestrados e, após serem agredidos, foram deixados dentro de um veículo incendiado pelos assassinos. 

Após buscas, agentes conseguiram localizar os corpos carbonizados, no interior do veículo Versa Nissan, ainda em rescaldo, em um matagal. 

Colhendo informações sobre ocorrido, a polícia tomou conhecimento de que Carlos Elias pretendia vender um apartamento de sua propriedade à Vivian, razão pela qual, momentos antes, foram até o Conjunto da marinha, onde ficava localizado o imóvel, para que ela pudesse ver o imóvel, local este muito próximo de onde os corpos foram encontrados. 

 Ao deixarem o imóvel ambos foram surpreendidos e abordados pelos asassinos e levados para um matagal no interior da Comunidade e ali eles e mais os vulgos “Juninho”, “Leo” e “GB” iniciaram uma sessão de tortura contra as vítimas.

 Em seguida um adolescente infrator e “Leo” efetuaram disparos de arma de fogo contra a Carlos e, enquanto agonizava “Leo” desferiu-lhe diversos golpes com uma faca. Por sua vez, Kassio, efetuou um disparo de arma de fogo contra Viviam e, ato continuo, os denunciado e demais traficantes não identificados colocaram os corpos das vítimas no interior do porta malas do veículo Nissan Versa e atearam fogo, 

O ex-companheiro de Vivian que confirmou que ela teria ido até o Conjunto da Marinha, localizado em Marapicu a fim de visitar o apartamento do PM. 

Disse que Vivian fotografou alguns cômodos e enviou as imagens, por meio do aplicativo do WhatsApp, para uma amiga, 

Pelas fotografias, segundo a testemunha, foi possível verificar a presença de pessoas armadas no entorno do conjunto habitacional, declarando serem eles possíveis integrantes do tráfico local e que já estariam à espera de Carlos Elias, que já tinha sido alertado para não mais retornar aquela localidade, por ser policial militar. 

Por fim, a testemunha relatou que uma moradora do conjunto habitacional, que teme por sua integridade, contou para sua prima que presenciou toda a dinâmica, afirmando que as vítimas foram abordadas e agredidas tão logo deixaram o apartamento, sendo levadas até o local onde foram encontrados os seus corpos já carbonizados, no interior do veículo versa/Nissan. 

Uma outra testemunha, presa um mês após os fatos, durante operação do 20º BPM, no Conjunto da Marinha disse que na época que o local era dominado pela organização criminosa que se autodenomina Comando Vermelho, e que teria ouvido relatos de que os traficantes já haviam percebido que a vítima Carlos era policial militar, e que ele era dono de um apartamento naquele conjunto, razão pela qual um dos acusados, alcunhado de GIRINO, e que na época exercia posição de hierarquia na facção, deu a ordem para matá-lo, quando ele voltasse ao local.

 Segundo o declarante, ´que quando Carlos retornou ao apartamento, juntamente com Vivian foi rendido por traficantes da localidade´, e que, ao tentar reagir, foi alvejado com um tiro, por um dos traficantes. Disse que os traficantes colocaram as vítimas dentro de um carro, e as levaram para um matagal.

São réus Cléber José da Silva Júnior, Claudinei Arnaut Secundino, Jonathan Caram de Miranda, Wellington de Jesus Ferreira e Kássio Henrique Costa,. Destes, Jonathan chegou a ser preso em 2019 mas por outro crime

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