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Como agia a milícia da Gardênia com Gargalhone no comando

Sob o comando de Leandro Siqueira de Assis, o Gargalhone, quando estava solto, a milícia da Gardênia Azul,  cobrava valores indevidos e ilegais de comerciantes e moradores, mediante grave ameaça consubstanciada pelo uso de arma de fogo, a título de exercerem a ‘segurança’ da região, de organizarem os serviços de transporte alternativo e moto-táxi, e de fornecerem serviços como a distribuição clandestina de internet e TV a cabo (popularmente conhecida como ‘gatonet’), gás, água e luz.  

 Moradores e comerciantes que não concordavam com o pagamento dos valores cobrados eram expulsos de suas casas e estabelecimentos comerciais e os milicianos posteriormente alugavam tais locais para outras pessoas, quando não eram sequestrados pelos criminosos.  

É certo ainda que os denunciados praticaram diversos crimes, aterrorizando a região, como crimes de extorsão mediante sequestro, tortura e homicídio, além de organizarem e perpetrarem ataques a organizações criminosas rivais notadamente a traficantes de drogas da Cidade de Deus, ligados a organização criminosa Comando Vermelho. 

O grupo ligado a Gargalhone assumiu o comando da Gardênia após a prisão de Cristiano Girão Matias e essa investigação começou em 2016. Por conta desta ação, ele foi condenado a seis anos de prisão em 2019.

Uma testemunha contou que teve seu filho morto pela milícia porque o achavam muito atrevido e não respeitava os paramilitares. Falou que os bandidos cobravam taxas de segurança que variavam entre R$ 30 a R$ 50. 

Um policial contou que um dos milicianos pegou dois ladrões e deu pauladas neles, quebrando braços e pernas. 
Contou uma outra situação em que um paramilitar  tentou abordar dois motoqueiros que abriram fogo contra ele, atiraram contra ele, e ele sacou a 9mm dele, dando seis tiros, baleando os dois motoqueiros.

 Outro agente falou do caso de um ataque dos milicianos à Comunidade Cidade de Deus, em que foram vitimados moradores ali daquela localidade.

O bando tem homicídios nas costas. Em dia 29 de Março de 2014, foi morto Raphael Henrique Cavalcante dos Santos, crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que o objetivo era a manutenção da ´autoridade´ do poder paralelo violento em mãos da milícia armada que atua na região.

Respondem pelo desaparecimento de Douglas Oliveira dos Santos.

Foram acusados também do assassinato do PM Renato Alves da Conceição que teria se recusado a pagar as taxas impostas pelo grupo. Os bandidos teriam arrancado as câmeras que filmaram o crime e ainda ameaçaram as testemunhas oculares do fato.

Outra vitima foi Renato da Silva Galvão, assassinado pelo seu suposto envolvimento com traficantes.




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