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Como funcionava o braço financeiro do tráfico no Caju (TCP) que movimentou mais de R$ 50 milhões desde 2018

Policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão) deflagraram, nesta quarta-feira (21/07), a primeira fase da Operação “Katharsis” (purificação) para desarticular o braço financeiro da facção criminosa que atua no Complexo do Caju, no bairro São Cristóvão, na Zona Norte. A quadrilha movimentou, entre 2018 e 2021, mais de R$ 50 milhões. Duas pessoas foram presas, dinheiro e aparelhos de telefone celular foram apreendidos.

Durante a investigação, os agentes descobriram a existência de uma estrutura empresarial, onde é utilizada uma cooperativa de recicladores ambientais com sede no Caju, que era a principal beneficiada com os valores recebidos por meio de diversas atividades criminosas da facção. A presidente da instituição, que tem rendimentos de cerca de R$ 3 mil, movimentou em sua conta bancária, entre agosto de 2018 a maio de 2020, mais de R$ 18 milhões. Já entre maio e outubro de 2020, foram cerca de R$ 6 milhões, totalizando neste período mais de R$ 24 milhões.

O tesoureiro da cooperativa e companheiro da presidente movimentou em sua conta bancária mais de R$ 4,5 milhões, entre 2019 e 2021. Ele já foi preso por receptação dentro da instituição, em 2017.

Outro investigado realizou 22 saques na conta da cooperativa, totalizando mais de R$ 1,4 milhão, no período de junho de 2020 e fevereiro de 2021. Ele também movimento em sua conta pessoal, entre agosto de 2019 e setembro de 2020, cerca de R$ 4 milhões. O homem trabalhava como motoboy e era responsável por transportar o dinheiro sacado na boca do caixa.

Os agentes também identificaram vários repasses de valores para familiares das lideranças da facção criminosa que atua tanto no Complexo do Caju e no Complexo da Maré. Um dos beneficiados é um traficante condenado, em 2020, por tráfico de drogas no Complexo do Caju, que recebeu a quantia de R$ 100 mil.

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