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Como um traficante (CV) preso conseguiu construir um Hostel em Arraial do Cabo. Parte do dinheiro veio de extorsões contra moradores e mototaxistas

Investigação revelou que o chefe do tráfico no Morro da Coca-Cola, em Arraial do Cabo, conhecido como MK ou Paizão movimentava grande quantidade de dinheiro oriundo do tráfico e extorsão. 

Todo o dinheiro arrecadado era investido em imóveis e empréstimos, cujo responsável seria sua mulher, Daniella, e seu irmão, Rogério.  Eles investiram até em um Hostel, interditado pela polícia no ano passado.

 Em maio de 2018, os denunciados arrendaram um imóvel na Rua Júlio de Macedo/ Canaã, para a construção de um Hostel de nome Dom Nicollas, destinando o valor arrecadado com a atividade ilícita do tráfico no arrendamento e construção do imóvel e na operação do Hostel. O contrato verbal foi feito pelo pagamento de um adiantamento a título de ´luvas´ no valor de R$ 5.000,00 e posteriormente o pagamento de R$ 350.000,00 de forma parcelada, ou seja, o crime de lavagem de capitais foi feito de forma reiterada. 

Como entrada foi pago o valor de R$ 40.000,00 em duas parcelas de R$ 20.000,00
cada uma e, posteriormente, foram efetuados pagamentos periódicos em valores entre R$ 10.000,00
e R$ 40.000,00, sendo certo que até 03/09/2019, o pagamento total realizado pelos denunciados somava a monta de R$ 140.000,00

A conta bancária de Rogério era utilizada para os depósitos e transferências para o pagamento do Hostel, devendo ser ressaltado que em muitas conversas há a menção de empréstimos a juros por parte dele a outros integrantes da organização.

   Mesmo preso, MK controlava toda a operação de compra e venda de entorpecente, além de armas, distribuição de tarefas, compra de imóveis, abordagem a moradores e usuários, sendo informado de toda a movimentação na localidade, inclusive de operações policiais.   

Além dos crimes de tráfico e associação para o tráfico, a associação criminosa em questão era também
destinada à prática de crimes de extorsão para lucrar em cima dos moradores, constrangendo os mototaxistas atuantes na comunidade ao pagamento semanal do valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) em favor do grupo
criminoso, como forma de permissão do tráfico para o exercício do ofício de moto-táxi, tudo mediante grave
ameaça, consistente em terem suas motos tomadas pelos traficantes.


  A localidade fica na entrada da cidade turística de Arraial do Cabo e era palco de incursões policiais que buscam a prisão de traficantes, sendo certo que durante meses aconteceram várias ocorrências com troca de tiros entre criminosos e agentes da lei, chegando ao óbito de um PM, morto em confronto com traficante naquele local.   

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