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Como um traficante do CV burlava a segurança de Catanduvas (PR) para continuar poderoso na Região dos Lagos

Investigações revelam que, mesmo preso na penitenciária federal de Catanduvas (PR), o traficante Cadu Playboy se manteve operante e poderoso como o principal líder da  facção criminosa Comando Vermelho na Região dos Lagos.

Segundo uma testemunha, pelo menos até fevereiro de 2019, era possível o contato físico entre prisioneiro e visitante no presídio de Catanduvas, assim como era ´possível burlar o monitoramento através de códigos cifrados, mímicas ou equivalentes.

Playboy manteve um império na cidade de Cabo Frio mais precisamente os complexos habitacionais da Boca do Mato/Morro do Limão e Unamar onde contava com auxílio inclusive de comparsas que estavam presos também

 Cadu passou o comando dos negócios fora da cadeia para DM. ´e este se valeu enquanto pôde dos préstimos de ´Betinho´. Depois de ambos presos as ordens continuaram a ser executadas por seus braços direitos e homens de confiança ainda livres nas comunidades.

Foram obtidas diversas provas de que crimes foram praticados,  por presos confinados em cadeias e presídios públicos onde, em tese, não disporiam de equipamento de comunicação mas conseguiam por meio de  contatos indiretos, telefônicos, por bilhetes físicos ou por ‘recados’ havidos entre os detentos e seus comandados e companheiros livres. 

Um dos assessores de Cadu Playboy, Macaive, vulgo MK, foi morto em confronto com a polícia. Era ele que estava de frente da Boca do Mato. DM e Betinho ficavam encarregados da região de Unamar.

 Mesmo presos, os traficantes continuavam controlando o recebimento, a distribuição e a comercialização das drogas e das armas de fogo da organização, controlando o território e a atuação dos comparsas, determinando punição àqueles que desobedecessem ordens, além de acertos de contas com policiais militares ou traficantes da facção rival

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