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Confere em presídio impediu chefão de usar celular e de dar ordem para execução e salvou família que foi submetida a ‘tribunal do crime’ em Macaé. Acusados pegaram quatro anos de prisão

Um confere no presídio que impossibilitou que um chefão do tráfico falasse ao telefone celular foi o que salvou a vida de uma família que foi submetida a um ‘tribunal do crime’ no ano passado, em Macaé.

Os bandidos fizeram J.M.F e a família deste, reféns, quando se encontravam na praia Campista ocasião em que os elementos ligados ao tráfico de drogas formaram um tribunal do tráfico e aguardavam a decisão de um chefe, que se encontrava preso. 

Na delegacia, J relatou que estava com sua família, na praia do Farolzinho, atrás da Petrobrás, em Macaé, momento em que foi abordado por um grupo de rapazes, aproximadamente 15 pessoas, sendo que tais rapazes o acusavam de ser do Comando Vermelho, sendo que ele estava na área da facção ADA (Amigos dos Amigos), bem como o acusavam de ter participado de uma guerra que teria matado ´irmãos´ da ADA. 

Na ocasião em que a vítima e sua família foram abordadas pelos elementos, foi formado um tribunal do tráfico, no qual estava-se decidindo se J morreria. 

Os elementos ligaram para um chefe que está preso para que houvesse uma decisão superior, contudo, houve um ´confere´ no presídio e o ´chefe desligou o telefone, assim não houve a decisão, dando tempo para a chegada da Polícia Militar, que resgatou todos.

Os bandidos chegaram a mandar fotos e áudios ´para o presídio. A palavra final seria para matar; que depois um policial falou que chegou a informação de que a palavra final seria para matar todos eles e só deixar a criança.

Dois participantes deste ‘tribunal do crime’ foram condenados a quatro anos e três meses de prisão.

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