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Confira como age a milícia dos irmãos Juvino em Jacarepaguá. Veja o quem é quem. Associações de moradores estavam tomadas pela quadrilha

Investigação que resultou em processo que tramita desde 2020 revela o quem é quem na milícia que atua nas localidades denominadas Invasão, Malvina e Curumaú, na Taquara, em Jacarepaguá.

O bando pratica infrações penais cujas penas máximas são superiores a quatro anos, como extorsão, homicídios, dentre outras.´ ´

Os criminosos constrangiam as vítimas, mediante violência e grave ameaça de causar agressões físicas e morte, com o intuito de obter para si ou para outrem vantagem econômica indevida, consubstanciada na cobranças de ´taxas´ ilegais, a pretexto de proporcionar ´ serviço de segurança´, atividade típica desses grupos paramilitares, obrigando os moradores e comerciantes das respectivas comunidades a efetivar seu regular pagamento.´

A quadrilha extorquia os responsáveis por transporte alternativo de passageiros ao pagamento regular de quantias em dinheiro, como condição para o exercício de suas atividades, tendo sido obtido na  investigação o controle de pagamento do transporte alternativo, linha Cidade de Deus x Largo da Taquara;

Fazia a  imposição da compra de gás GLP e botijões e de redistribuição ilegal de sinais de TV a cabo dos serviços fornecidos pelo grupo criminoso.

Era envolvida em espancamentos, extorsão mediante sequestro, torturas e homicídios qualificados daqueles que se recusarem a se submeter às determinações do grupo, praticava também roubos e esbulhos possessórios, realizava empréstimos de valores a juros exorbitantes e cobrança mediante violência e grave ameaça. 

Um dos líderes era o miliciano de vulgo Van Van. Articulador, era ele quem orientava as cobranças das taxas a serem pagas pelos moradores e comerciantes, fato, inclusive, por ele confessado em sede policial.

Van Van era homem de confiança dos irmãos Damião e Erivaldo Juvino  que estão presos e, mesmo assim, comandavam a milícia.

Damião da Malvina exercia o controle das atividades da organização criminosa figurando como líder do bando na Malvina e Loteamento.

GB atuava  como cobrador da organização e além executar as ordens de pagamento emanadas por Van Van, adquire munições de vários calibres para o grupo e figura como interlocutor junto aos motoristas de Uber a fim de que não transitem em determinada localidade de modo a não incomodar a milícia; lo

Macarrão era encarregado de realizar as cobranças efetivas das taxas a serem pagas pelos moradores e comerciantes, subordinado ao dever de prestar contas dos lucros obtidos mediante extorsão ao denunciado ´Van Van.

´Guanabara´, atua como cobrador da organização criminosa, subordinado a Van Van, a quem se reporta e presta contas quanto aos valores arrecadados a partir das extorsões realizadas pelo grupo junto aos moradores e comerciantes daquela região;

 ´Xande de Santa Cruz´, figurava como responsável pelo fornecimento e reparo dos armamentos utilizados pela milícia, valendo-se destes instrumentos para levar a efeito a repressão e intimidação, marcas registradas do atuar criminoso destes grupos paramilitares.

Vanessa da Associação´ atuava na sede da associação de moradores da comunidade da Invasão e fica responsável por receber quantias pagas por moradores e seu repasse a ´Van Van.

Priscila da associação atuava como como interlocutora entre associações de moradores do local com milícias. PRISCILA dava ciência a ´Van Van´ das quantias pagas, reforçando a liderança deste e, além disso, manteve contato com ´Guanabara e Maycon´ e demonstrando com isso, plena articulação com todos os membros da organização. 

´Neto Firma´, executa as extorsões e cobranças praticadas em desfavor de comerciantes. 

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