Casos de PolíciaDenunciainvestigaçãomilíciaOperação Policial

Confira o histórico da milícia de Cabuçu, em Nova Iguaçu. Paramilitares almoçavam de graça em restaurante como forma de receber a taxa do dono

O miliciano Júnior Leite da Silva foi condenado somente em outubro do ano passado a 11 anos de prisão por participar de um grupo paramiltiar que agia em Cabuçu, em Nova Iguaçu, entre os anos de 2012 e 2016.

Os autos trazem o histórico da quadrilha.


Em junho de 2016, os milicianos foram até uma empresa de refrigeração  e exigiram que J.P.N pagasse a importância de R$ 50,00 por semana a título de ¿taxa de segurança¿, ficando ao final acertado o valor de R$ 30,00 semanais. A vítima se viu obrigada a pagar a taxa até pelo menos o mês de outubro de 2016 em razão do tom impositivo e ameaçador dos denunciados, que portavam arma de fogo. 

No mesmo mês, os denunciados se dirigiram até a um restaurante e exigiram que G.F.A.C pagasse a ¿taxa de segurança¿ em forma de refeição. Além dos denunciados, outros integrantes da milícia almoçavam diariamente no local em pagar. 

Os bandidos foram até um curso de inglês e disseram à gerente que era a responsável pela segurança do local e que teria que pagar R$ 300,00 por semana. Como ela não foi autorizada pelo proprietário a pagar, homens não identificados passaram a rondar a escola, numa ameaça à funcionária.

Então o denunciado Júnior Leite retornou ao estabelecimento e ficou acertado o valor de R$ 100,00 por semana a título de ¿taxa de segurança¿. 

 Em julho de 2016, os milicianos foram até um chaveiro, e em tom impositivo e ameaçador, o constrangeram a pagar mensalmente a importância de R$ 30,00 a título de ¿taxa de segurança¿. 

Em agosto, foram até uma serralheria e constrangeram A.R.A  a pagar semanalmente a importância de R$ 20,00 a título de ¿taxa de segurança¿. 

Em julho de 2016, foram até uma pensão e constrangeu o dono A.N.O  pagar semanalmente a importância de R$ 50,00 por semana  

As vítimas se demonstraram notadamente temerosas em ratificarem em juízo as declarações prestadas em sede policial, fato este que só evidencia a intimidação por elas sofridas. 

‘Tive de pagar a taxa de segurança de R$ 20,00 por semana. Não sei dizer o ano, mas acho que 2016. Eles pediram dinheiro dizendo que era pra segurança.. Não sei dizer se algo aconteceria se não pagasse. Reconheci eles na delegacia por fotos porque eram parecidos com ¿os caras¿ que iam cobrar as taxas. Depois que eles foram presos, parei de pagar a taxa’, disse um comerciante.’ 

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo