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Confira quem é quem na milícia alvo de operação hoje em Meriti

Os autos do processo que tramita contra a milícia de São João de Meriti alvo de operação hoje do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil traz mais detalhes da investigação.

O grupo atua nas localidades de Malvina, Venda Velha, Parque José Bonifácio e Pau Branco. 

A apuração começou depois da prisão de Thiago Gutemberg de Almeida, vulgo Curisco,  em 24 de junho de 2020, tendo sido apreendido seu telefone celular, tendo sido formulados pedidos de quebra de sigilo de dados e compartilhamento de provas, os quais restaram deferidos. 

Após a análise dos dados obtidos, verificou-se que Curisco supostamente seria integrante de organização criminosa voltada para a exploração de serviços de ¿gatonet¿ e venda de gás GLP, bem como para a prática de agiotagem, além de extorsão de comerciantes, mediante a cobrança de ¿taxa de segurança¿ e controle sobre pontos de mototáxi, com a cobrança de ¿taxa¿ aos mototaxistas. 

Assim, nos autos nº 0163963-84.2020.8.19.0001, houve o deferimento de pedidos de quebra de sigilo de dados e interceptação telefônica, tendo a autoridade policial logrado êxito em identificar outros supostos integrantes da organização criminosa, incluindo policiais da ativa e ex-policiais militares. 

Pois bem, as provas colhidas ao longo das investigação demonstraram, segundo o parquet, que se está diante de organização criminosa estruturalmente ordenada e de dimensões consideráveis, com atuação setorizada, objetivando auferir vantagens, tanto patrimoniais como de domínio de território e imposição de força, mediante a prática de crimes como homicídios, receptações, extorsões, dentro outros. 

Segundo apurado, o PM Nilson Miranda de Carvalho Neto, o Samurai, seria o líder da quadrilha reconhecido como o indivíduo ao qual os demais integrantes estariam subordinados, e do qual emanavam todas as ordens. 

Curisco, por sua vez, seria responsável pelo recolhimento das taxas cobradas pela OR, tanto aquelas impostas aos moradores e comerciantes da localidade, quanto aquelas exigidas de mototaxistas que circulavam pelos locais de domínio do grupo. 

Nagaia tinha como função o recolhimento das taxas cobradas, mediante extorsão, enquanto que PV era responsável pela administração dos pontos de mototáxi controlados pelo grupo criminoso. 

Prosseguindo, Neguinho Menor, Cabelinho e Paraíba eram responsáveis pela cobrança e recolhimento das taxas de segurança impostas aos moradores e comerciantes locais,Bruno do Pau Branco  era responsável pelo controle de pontos de mototáxi situados nas localidades dominadas, bem como pela arrecadação de taxas de segurança de moradores e comerciantes.

Neguinho do Gás era responsável pela exploração da venda de gás GLP para a organização, bem como por realizar agiotagem, enquanto Cupim possuía a função de negociar a aquisição de armas de fogo utilizadas pela organização criminosa, bem como intermediava a aquisição de carros roubados. 

Por fim, Alex Armeiro era responsável pela manutenção e conserto das armas de fogo do grupo criminoso, Wallace era responsável pela instalação, manutenção e cobrança do serviço de distribuição de sinal clandestino de TV a cabo (gatonet) e Tonho da Água atuava no monopólio da venda de água do bando e prestava informações aos demais acerca da movimentação policial nos locais dominados

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