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Conheça o crime que desencadeou a investigação que descobriu uma das milícias mais violentas do RJ

O assassinato de dois integrantes do tráfico de drogas em junho de 2018 foi o estopim para a descoberta da existência de uma milícia muito violenta no município de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, responsável por diversos homicídios.

O crime que resultou na investigação sobre o grupo paramilitar ocorreu em 21 de junho de 2018. Na ocasião, foram mortos Robson Lagos Ribeiro e Joniel Silva de Souza Júnior, no bairro de Nancilândia.

Eles foram encontrados sem vida no interior de um veículo com inúmeras marcas de tiros, denotando indícios claros de execução. Perícia criminal e papiloscópica foi feita no local e um rastro de sangue foi encontrado próximo à cena do crime, evidenciando a participação de pelo menos um suspeito baleado.

Um dos participantes do homicídio, Carlos Alexandre do Nascimento, o Chambinho, foi levado ferido para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, por um policial militar, identificado como Luís Paulo Silva dos Santos.

Os dois foram detidos com um veículo roubado, carregador cheio de munições e diversos telefones celulares. Ambos confessaram na época participação nos assassinatos.

A partir daí, a polícia fez uma varredura nos aparelhos encontrados com os dois e descobriram o envolvimento da dupla na milícia, permitindo ainda a identificação de diversos outros integrantes do grupo paramilitar.

As investigações revelaram que a milícia de Itaboraí possuía estreita conexão com o milícia comandada por Orlando Curicica, preso há vários anos.

No início do ano de 2018, a milícia aproveitou-se da prisão dos líderes do tráfico de drogas da região e do ´enfraquecimento´ da ação do Comando Vermelho e passou a realizar investidas para a implementação do grupo na cidade, gerando um aumento significativo do número de homicídios e desaparecimentos no município,

Surgiram informações de que os corpos das vítimas executadas pela milícia estariam sendo enterrados em cemitérios clandestinos criados pela própria organização, o que restou confirmado durante as escutas autorizadas.

Destaca-se, dentre inúmeros crimes e homicídios atribuídos à milícia, a maior chacina ocorrida em Itaboraí, com dez pessoas executadas, fruto da guerra instalada entre milícia e tráfico de drogas, fato ocorrido no dia 20 de janeiro de 2019, havendo informações, inclusive, de que milicianos contaram, neste episódio, com a participação de policiais militares

As investigações mostraram o apoio de integrantes das policias militar e civil à organização criminosa. Os agentes públicos participariam, direta ou indiretamente, das ações do grupo, facilitando a ocupação territorial e a instalação das taxas de segurança e exploração de serviços públicos.

A milícia atacava ´bocas de fumo´, bem como a residências de traficantes e simpatizantes, expulsando os criminosos para a implementação do grupo paramilitar e é acusada também de praticar torturas contra dois casais.

O grupo chegava a lucrar cerca de R$ 500 mil por mês ameaçando moradores e comerciantes de Itaboraí.

Hoje, a principal liderança solta da milícia é o ex-PM Alexandre Loback Geminiani, o Playboy.

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