Casos de Políciainvestigaçãomilícia

Conheça o perfil violento de uma milícia que aterrorizou Meriti na década passada: ‘Pode estar dentro da igreja. Só peço que tira a Bíblia debaixo do braço. Vem morrer igual homem’

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça revelam a maneira cruel com que milicianos que atuaram na década passada nas localidades de Trio de Ouro, Morro das Paraíbas, Morro das Pedras e no Conjunto habitacional do programa do governo federal ‘Minha Casa Minha Vida’, em Vilar dos Teles, em São João de Meriti, tratavam suas vítimas.

O grupo respondeu a 22 inquéritos de homicídios entre 2013 e 2018. Sete acusados foram condenados em 2018.

Em uma conversa, miliciano conta em detalhes sobre o homicídio de Giovani José Andrade da Silva.

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´Pode estar dentro da igreja, po. Só peço que … tira a Bíblia debaixo do braço. Vem morrer igual homem. (…) Igual pela-saco. Igual micróbio. Não chora, não (…) É isso aí. Vida paga com vida, tem essa não´.

Em outra interceptação, um miliciano falou para alguém que não vai ia livrar nem cachorro nem papagaio. Só as criancinhas, o resto, vai tudo.
´eu vou te dar o papo. Olha só, não vou livrar nem cachorro nem papagaio, vou livrar só as criancinhas. O resto, vai tudo ‘de ralo’, cachorro, gato, papagaio, (…) tu quer isso?´.

A fama de matadores era tanta que, em uma escuta, uma mulher perguntou a um miliciano se ‘ainda tinha gente viva em São João de Meriti’. O criminoso riu do questionamento.

Os autos do processo em que os suspeitos responderam contam toda a história da quadrilha.

A milícia praticava crimes diversos, dentre eles, agiotagem, extorsão de comerciantes sob o pretexto de prestação de servido clandestino de segurança privada; exploração de jogos de azar; monopólios de venda de gás, gelo e cestas básicas; controle de transportes alternativos; exploração ilegal de sinal de TV a cabo e de internet, dentre outros,
.A prova colhida indicou que o bando atua em diversos segmentos e que seus integrantes ostentavam arma de grosso calibre, agindo com extrema violência contra usuários de drogas e elementos envolvidos em furtos ou roubos nas localidades por ele dominadas, o que resultou em diversos homicídios, tendo sido constatado que os seus integrantes estavam envolvidos em aproximadamente 22 inquéritos de homicídios ocorridos entre 2013 e 2018.

Nas investigações referentes aos mencionados registros de ocorrência de crimes de homicídios ocorridos no período em Vilar dos Teles, se verificam várias informações de populares sobre a existência de milícia ora denunciada, havendo citações de . truculência da milícia contra aqueles que se insurgem contra seus comandos e de uma forma generalizada contra usuários de drogas ou pessoas envolvidas em furtos e roubos.


A apuração apontou que havia inclusive alguns policiais militares, envolvidos.


Diogo Andrade da Silva, assassinado em 22.08.15, foi uma das vítimas do grupo

O bando chegou a ser flagrado a caminho de cometer um homicídio. E logo após o crime, um dos milicianos, de vulgo Menor, vai comemorar seu feito com seus comparsas.

O miliciano Vando e outro chamado Gabriel ´estavam envolvidos em um homicídio ocorrido em Coelho da Rocha, cuja vítima é um rapaz que estava armado, ação criminosa que objetivou justamente o roubo desta arma.

Além de armas, munições, veículos, dinheiro, telefones celulares e até drogas, foram apreendidos vários cartões oferecendo serviço de venda de água, gás e cestas básicas.

Menor e Tiquinho eram os líderes do bando.


A irmã de um jovem morto pela milícia contou que a pessoa que teria executado seu irmão lhe agrediu fisicamente, dando-lhe uma coronhada e um chute.

Soube que seu irmão foi morto por milicianos, esclarecendo, nestes termos: ´parou perto do corpo dele e atirou mais, disse que não soube o motivo da morte … depois soube que foram milicianos´.

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça revelam a maneira cruel com que milicianos que atuaram na década passada nas localidades de Trio de Ouro, Morro das Paraíbas, Morro das Pedras e no Conjunto habitacional do programa do governo federal ‘Minha Casa Minha Vida’, em Vilar dos Teles, em São João de Meriti, tratavam suas vítimas.

O grupo respondeu a 22 inquéritos de homicídios entre 2013 e 2018. Sete acusados foram condenados em 2018.

Em uma conversa, miliciano conta em detalhes sobre o homicídio de Giovani José Andrade da Silva.

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´Pode estar dentro da igreja, po. Só peço que … tira a Bíblia debaixo do braço. Vem morrer igual homem. (…) Igual pela-saco. Igual micróbio. Não chora, não (…) É isso aí. Vida paga com vida, tem essa não´.

Em outra interceptação, um miliciano falou para alguém que não vai ia livrar nem cachorro nem papagaio. Só as criancinhas, o resto, vai tudo.
´eu vou te dar o papo. Olha só, não vou livrar nem cachorro nem papagaio, vou livrar só as criancinhas. O resto, vai tudo ‘de ralo’, cachorro, gato, papagaio, (…) tu quer isso?´.

A fama de matadores era tanta que, em uma escuta, uma mulher perguntou a um miliciano se ‘ainda tinha gente viva em São João de Meriti’. O criminoso riu do questionamento.

Os autos do processo em que os suspeitos responderam contam toda a história da quadrilha.

A milícia praticava crimes diversos, dentre eles, agiotagem, extorsão de comerciantes sob o pretexto de prestação de servido clandestino de segurança privada; exploração de jogos de azar; monopólios de venda de gás, gelo e cestas básicas; controle de transportes alternativos; exploração ilegal de sinal de TV a cabo e de internet, dentre outros,
.A prova colhida indicou que o bando atua em diversos segmentos e que seus integrantes ostentavam arma de grosso calibre, agindo com extrema violência contra usuários de drogas e elementos envolvidos em furtos ou roubos nas localidades por ele dominadas, o que resultou em diversos homicídios, tendo sido constatado que os seus integrantes estavam envolvidos em aproximadamente 22 inquéritos de homicídios ocorridos entre 2013 e 2018.

Nas investigações referentes aos mencionados registros de ocorrência de crimes de homicídios ocorridos no período em Vilar dos Teles, se verificam várias informações de populares sobre a existência de milícia ora denunciada, havendo citações de . truculência da milícia contra aqueles que se insurgem contra seus comandos e de uma forma generalizada contra usuários de drogas ou pessoas envolvidas em furtos e roubos.
A apuração apontou que havia inclusive alguns policiais militares, envolvidos.
A polícia chegou a arrecadar um boleto de cobrança distribuído nas regiões dominadas.

Diogo Andrade da Silva, assassinado em 22.08.15, foi uma das vítimas do grupo
O bando chegou a ser flagrado a caminho de cometer um homicídio.

E logo após o crime, um dos milicianos, de vulgo Menor, vai comemorar seu feito com seus comparsas.

O miliciano Vando e outro chamado Gabriel ´estavam envolvidos em um homicídio ocorrido em Coelho da Rocha, cuja vítima é um rapaz que estava armado, ação criminosa que objetivou justamente o roubo desta arma.

Além de armas, munições, veículos, dinheiro, telefones celulares e até drogas, foram apreendidos vários cartões oferecendo serviço de venda de água, gás e cestas básicas.

Menor e Tiquinho eram os líderes do bando.
A irmã de um jovem morto pela milícia contou que a pessoa que teria executado seu irmão lhe agrediu fisicamente, dando-lhe uma coronhada e um chute.

Soube que seu irmão foi morto por milicianos, esclarecendo, nestes termos: ´parou perto do corpo dele e atirou mais, disse que não soube o motivo da morte … depois soube que foram milicianos´.

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´As interceptações também demonstraram que o grupo fazia a subtração das armas de suas vítimas, bem como a aquisição de armas, negociando-as. Numa conversa, um miliciano disse que pagaria R$ 45 mil em um fuzil.

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