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CV de Queimados gastava maioria do lucro com drogas pagando mesada para obrigar preso a voltar para o tráfico depois de solto

Na comunidade do São Simão, reduto maior do Comando Vermelho em Queimados, a regra era clara: grande parte do lucro com a venda de drogas era para o PG, pagamento mensal a presos e seus familiares, de acordo com o grau hierárquico, com o compromisso depois assumido do detento de voltar para o tráfico quando fosse solto. 

O restante do lucro ia para o Complexo da Penha para os bolsos de Edgar Alves de Andrade, o Doca, que comandava a favela ao lado de José Carlos dos Prazeres Silva, o Piranha, que vivia entre a Penha e Belford Roxo.

Destes dois locais onde ficavam os chefes vinham as drogas que abasteciam o morro, além da Nova Holanda da Maré. Elas chegavam por intermédio de mulheres, Uber e às vezes de trem.

Integrantes da quadrilha foram citados nas investigações como participantes do ataque ao Bar do Ramon em que uma pessoa morreu e oito ficaram feridas em 2017.

A investigação que começou em 2017 envolvia vários réus e sendo que pelo menos oito foram condenados no ano passado. Piranha e Doca ainda não foram julgados. 

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