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Denúncia mostra quem é quem na milícia de Magé e aponta nomes de vítimas mortas pelo bando

A investigação que resultou na operação de hoje contra a milícia de Magé começou após o homicídio de Thiago Ribeiro de Souza, fato esse ocorrido em 25 de dezembro de 2019.

André Careca  seria o líder da milícia privada, comandando e coordenando as atividades delituosas executadas pela malta, tais como a venda de cestas básicas, o recolhimento de ´taxas de segurança´, bem como o furto de combustíveis de dutos da Petrobras, exploração de casa de prostituição e supostamente envolvendo-se diretamente na prática de homicídios, responsabilizando-se ainda pela proteção e eventuais punições aos membros do grupo. 

Vaguinho, Macarrão e Anjinho foram apontados como como homens de confiança e diretamente ligados a ´André Careca sendo responsáveis pela cobrança de taxas de segurança de pequenos comerciantes, pela prática de agiotagem, pelo furto de combustíveis de dutos da Petrobras e, por igual, com suposto envolvimento em homicídios perpetrados pelo grupo. 

Dinho Das atuaria como braço armado da milícia sendo identificado como um dos executores da vítima Thiago Ribeiro Souza. Segundo interceptações telefônicas, ele estaria preocupado com algo que teria feito e que teria deixado André Careca´ com muita raiva.

Cacoca, é mencionado por vários dos informantes como participante  de extorsões a pequenos comerciantes e mesmo no envolvimento em homicídios, a exemplo daquele que vitimou Leonardo Pedro da Silva Guimarães.

Marquinho Mão Seca ou Mendigo e Rocha ou Rochinha atuavam (o primeiro) no comércio de botijões de gás de cozinha aos moradores da localidade, bem como na prática de extorsões a pequenos comerciantes estabelecidos nos locais de atuação do grupo criminoso e, o segundo, na cobrança de taxas de segurança em favor da milícia e na prática de agiotagem. 

Bubu e William Bigu atuavam no furto de combustíveis de dutos da Petrobras e participantes de outras empreitadas criminosas, a exemplo de homicídios, em prol dos interesses da quadrilha.

Andrezinho e um outro suspeito que não teve o perfil relatado são policiais militares e a Justiça determinou a suspensão do exercício de suas atividades funcionais até o trânsito em julgado da ação.

Segundo a Polícia Civil, até o momento, nove pessoas foram presas, incluindo o líder da organização criminosa. Quatro pistolas e um revólver foram apreendidos.


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