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Disque Denúncia recebeu mais de 70 denúncias de cemitérios clandestinos e de ‘tribunais do tráfico’ este ano

O Disque Denúncia informou à nossa reportagem que recebeu só este ano 53 informes sobre a existência de cemitérios clandestinos de criminosos no Rio.

Desse total. 41 seriam do tráfico e 12 da milícia. Lembrando que só este ano, de janeiro a abril, o Instituto de Segurança Pública computou 1.281 pessoas desaparecidas no Estado que podem também estar nestes cemitérios clandestinos.

A mais recente fala sobre um cemitério clandestino de traficantes no Morro da Caixa D ‘Água, em Belford Roxo.

Uma das denúncias recebidas de cemitério clandestino foi no bairro Alto do Caju, em Itaboraí, local que seria utilizado tanto por traficantes como também por milicianos, que estão unidos na cidade. Ele ficaria em um terreno baldio na Rua da Leopoldina,

Um outro local macabro foi citado em Inoã, Maricá em um condomínio, perto de um campo, Seria usado por traficantes e, segundo o denunciante, tem vários corpos enterrados, em covas rasas.

O Disque Denúncia também recebeu que, no final da Rua Juranda, ao lado do CIEP, atrás das casinhas, com acesso por um beco, há uma mata onde podem ser encontrados cerca de cinco corpos enterrados, vítimas dos milicianos de Curicica.

Neste ano, um cemitério clandestino foi encontrado no Complexo de Favelas de Senador Camará, na Zona Oeste da capital, área de influência do TCP.

Ano passado surgiram denúncias de cemitérios clandestinos no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo e em Queimados,

Outro número que chama atenção é sobre a ocorrência dos chamados ‘tribunais do tráfico’ onde pessoas são mortas ou espancadas após um julgamento feito pelos bandidos. Em 2021, foram 23 denúncias recebidas pela ONG.

Muitas destas ocorrências nem entram nas estatísticas de homicídio porque corpos não são encontrados. Um crime que foi divulgado nas redes sociais e quase não foi noticiado na mídia foi da jovem Maria Victória, de 23 anos, executada por traficantes do Morro do Dezoito que a acusavam de ser X9 da milícia. O corpo não foi achado, a PM não soube do fato e o caso não teve a cobertura da grande imprensa

Hoje, um bomem foi salvo por PMs de um ‘tribunal do tráfico’ no Morro do Adeus, em Bonsucesso.

Juliana Carla dos Santos foi vítima do ‘tribunal do tráfico’ em Paraty após filmar um baile funk patrocinado por bandidos e postar nas redes sociais. Ela foi estuprada e teve o corpo esquartejado, carbonizado e enterrado na Praia de Jurumirim,

Esse ano a polícia fez uma operação contra uma quadrilha de traficantes que praticava o chamado ‘tribunal’ em Coelho Neto, na Zona Norte do Rio. Uma das vítimas foi um entregador de farmácia.

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