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Dois PMs são expulsos acusados de participar de sequestro em Meriti. Suspeitos ameaçaram de morte vítima e família se falassem sobre o crime. VEJA DETALHES

A Polícia Militar expulsou de seus quadros dois policiais que fazem parte do 3º Batalhão (Méier) acusados de envolvimento em um sequestro em 2019 na cidade de São João de Meriti. 


Na época dos fatos,  um dos PMs foi o mandante e o outro executou o crime junto com outros três indivíduos.
Eles sequestraram a vítima J.A.G.D., a fim de obter indevida vantagem econômica, consistente no pagamento deR$ 15.000,00 em espécie e joias de ouro, como preço de seu resgate. 


No dia dos fatos, o policial executo e os seus três comparsas se encontravam num veículo Fiat/ Toro aguardando a vítima sair de casa para trabalhar. 

Assim que o alvo apareceu, os suspeitos, todos portando armas de fogo, renderam J.A.G.D e o colocaram encapuzado e manietado dentro do carro enquanto o PM subtraiu o carro da vítima.


Avisada do sequestro pela irmã da vítima, uma viatura da Polícia Militar encontrou e passou a perseguir o carro conduzido pelo PM denunciado. 

Durante a fuga, o policial suspeito perdeu o controle e colidiu com o carro contra um cano de ferro na calçada, ocasião em que foi detido e encaminhado à 64a DP.

Nesse ínterim, a vítima continuou em poder dos criminosos e sob fortes ameaças forneceu a
senha de cartão de débito, que possibilitou a realização de compras em estabelecimentos comerciais no valor
total de R$ 2.919,29.

Narra ainda a denúncia que os criminosos exigiram da vítima dinheiro para que pudesse
ser libertada. 

J.A.G.D entrou em contato com a sua namorada, […], e lhe disse para pegar R$ 15.000,00
e um colar em uma pulseira de ouro que se encontravam em sua residência. 

Seguindo as orientações dos autores, entregou o dinheiro e as joias nas proximidades do Shopping Ela, no Centro
de Duque de Caxias/RJ, aos comparsas que estavam no JAC J5. 

Logo após o pagamento do resgate, por volta das 11h, J.A.G.D foi libertado e se encaminhou à 64a DP. 

Antes de ser libertado, os autores ameaçaram matar a vítima e a sua família caso contasse que fora sequestrado, pois deveria dizer na 64a DP que tinha emprestado o seu carro ao PM denunciado. 

O outro PM arquitetou toda a empreitada criminosa e monitorou o sequestro da vítima desde o início até a sua libertação.”

Posteriormente, a fim de garantir a completude da ação delitiva, os criminosos, através de ameaças, mantiveram contato com a família, realizando constantes ameaças 

“Assim que foi libertado, J.A.G.D se dirigiu até à 64a DP, São João de Meriti/RJ, onde foi abordado sucessivamente pelos PMs denunciados.

Os acusados reafirmaram as ameaças  e falaram a J.A.G.D que não deveria dizer no in-quérito policial no 064-07114/2019 que fora sequestrado, mas sim que emprestara o seu carro a um dos policiais pois, caso contrário, poderia ocorrer algo de ruim com a vítima ou a sua família, já que sabiam onde moravam.

Os revisionados, no mesmo dia, também abordaram familiares da vitima e determinaram que
mantivessem a versão de que não houve sequestro, e sim, que a vítima havia emprestado o carro, caso contrário, por saberem onde todos da família moravam, algo de ruim poderia acontecer com todos.

Foi organizada operação policial a fim de cumprir mandados de prisão expedidos em desfavor dos policiais, tendo a Corregedoria da Polícia Militar determinado que equipes da 3a DPJM, junto a agentes da Secretaria de Estado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (SEPOL) e o MPRJ, cumprissem a determinação judicial.

Os dois PMs foram condenados também pela Justiça, pegando cada um 23 anos de reclusão.

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