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Dr Jairinho chegou a dar uma ‘banda’ e um chute no menino Henry

Segundo o Ministério Público Estadual do Rio, informações extraídas de conversas entre a mãe do garoto Henry Borel, de quatro anos, Monique Medeiros da Costa de Almeida e a babá Thayana de Oliveira Ferreira, sobre um episódio ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2021, na residência do casal, revelaram que o garoto ficou sozinho com o padrasto, o vereador jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho, no quarto, com a porta fechada.

Após deixar o quarto, a criança queixou-se de dor no joelho, passou a mancar e pediu à babá que não lavasse a sua cabeça, pois estava doendo, em decorrência de uma “banda” e “chute” aplicados pelo padrasto. Em conversa com a babá, naquela ocasião, a criança teria dito que ele, o padrasto, “toda vez faz isso”, indicando ser vítima de agressões reiteradas por parte do indiciado. Desta forma, entende-se que Jairo, Monique e Thayana mentiram em seus depoimentos à polícia.  


Jairinho e Monique foram presos na manhã desta quinta-feira (08/04), pela equipe da 16ª DP, na casa de parentes, na Zona Oeste do Rio. Eles são suspeitos de atrapalhar as investigações que apuram a morte de Henry, ocorrida na madrugada do dia 08/03, no apartamento de do vereador.


As investigações apontam que, de acordo com o depoimento de testemunhas, havia um histórico de agressões e violência por parte de Jairinho, do qual Monique tinha conhecimento.

A babá de Henry, Thayana de Oliveira Ferreira, sabia das agressões contra a criança e, apesar de tê-las relatado à Monique, não relatou os fatos à autoridade policial.  

O Ministério Público, por meio da 1ª Promotoria de Investigações Penal Zona Sul e Barra da Tijuca, obteve a decretação da prisão cautelar temporária, pelo prazo de 30 dias, do casal.

Também foram deferidos pedidos de busca e apreensão do celular da babá de Henry, Thayana de Oliveira Ferreira, a e quebra de sigilo de dados do casal.  

No pedido de prisão, o promotor de Justiça Marcos Kac diz tratar-se de providência necessária para possibilitar o aprofundamento das investigações policiais, já que as condutas dos investigados são altamente reprováveis, afetando a própria estrutura social e a tranquilidade da comunidade local

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