Em escutas, traficantes citam até Bolsonaro ao falarem de repressão policial

Uma investigação feita pela Polícia Civil sobre o tráfico na Favela da Ciclovia, em Niterói, reuniu escutas telefônicas em que os bandidos citam inclusive o presidente da República, Jair Bolsonaro para falar sobre investidas policiais na região.

A conversa foi gravada em 28 de janeiro do ano passado: “Essa semana não tem mais nada ó, acabou, os caras tão querendo invadir tudo agora tá, não tá tendo baile, baile tá parando, o Bolsonaro não quer mais nada, tá acabando com tudo”.

A investigação resultou na condenação, em abril, de cinco traficantes da comunidade de vulgos Ceceu, que era o dono das bocas de fumo, Nelzinho, Thola, Miltão e Paulinho. Ao todo, foram 19 denunciados.

Os suspeitos integravam a facção criminosa Comando Vermelho (CV) sendo que Ceceu controlava os negócios de dentro da prisão.

Há conversas interceptadas em que os suspeitos falam sobre o transporte de 800 kg de maconha vindos do Mato Grosso do Sul com destino a Niterói.

Em outra conversa gravada, comentam sobre outros 721 kg da mesma droga que chegariam acondicionados em 544 pacotes.

Nas interceptações, os traficantes reclamavam da postura de Ceceu:

“Ceceu tá cagando para todo mundo filho, ele tá querendo botar o bolso dele cheio de dinheiro, porque quem tá bem é a mulher, a família dele, o irmão dele que faz faculdade. Ele quer deixar os filhos dele bem e que se f.. os outros”