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Em Padre Miguel tem milícia. Veja como ela atua e um flagrante dado pela polícia

Há uma milícia atuando no bairro de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio.

O grupo implantou uma estrutura organizada e armada, que visa através de violência e intimidação dos moradores e comerciantes, a obtenção de vantagem econômica com a prática de cobranças compulsórias de quantias de dinheiro, a título de ´taxas de segurança´, ´arrego´, ´gato net´, bem como a prática de outros crimes, como por exemplo, roubos, sequestros, extorsões, homicídios, receptação e posse de armas, munições e acessórios. 

Um flagrante foi dado no dia 12 de fevereiro de 2021, no interior de um ferro velho ´Hulk´, na qual os criminosos fizeram uso de documento falso , qual seja, mandado de busca e apreensão, com a finalidade de realizar uma fiscalização ambiental inexistente. 

 Ao realizarem a abordagem, um dos suspeitos  afirmou ser policial militar, apresentou sua carteira funcional, e estava com um distintivo da Polícia Militar no pescoço, além de portar duas pistolas na cintura, sendo uma Glock acautelada da PMERJ, calibre 40, municiada, e uma pistola Taurus particular, calibre 380, municiada, com o devido CRAF. Já o outro portava um distintivo da Polícia Civil no pescoço, porém apresentou somente a carteira de habilitação. 

Ao perceberem a presença dos policiais, outros dois comparsas se dirigiram rapidamente aos fundos do ferro velho. Em seguida, os policiais foram em direção a eles também e realizaram uma nova abordagem. 

Com um foi apreendido um coldre de guarnição policial que estava em sua cintura. Já o outro se identificou como militar da Força Aérea Brasileira e apresentou sua identidade militar. 

Em busca pelo interior do veículo dos denunciados, um Fiat Punto, cor prata, e placa KYI-6C09, foi apreendida uma camisa cinza da PCERJ, duas camisas pretas da polícia, uma balaclava preta de caveira, um distintivo da PMERJ, um distintivo da PCERJ, um coldre preto, um par luvas pretas, um gorro da PMERJ, uma capa de colete, um cinto da PMERJ e um chapéu camuflado (auto de apreensão de fl. 33). 

Ao serem indagados sobre qual era a finalidade da presença dos mesmos no local, os denunciados responderam que estavam fazendo uma fiscalização ambiental. 

Ato contínuo, o proprietário do ferro velho  entregou uma cópia do mandado de busca e apreensão falsificado apresentado pelos denunciados

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