Casos de PolíciaComando VermelhoNotíciastráfico de drogas e armas

Empresário da construção civil bancava e era laranja do CV em Niterói

Um inquérito que tramita na 4ª Vara Criminal de Niterói desde o ano passado referente a casos que ocorreram em 2014 e 2015 revela que um empresário dono de uma empresa de construção civil emprestava dinheiro ao Comando Vermelho (CV) e movimentava quantias provenientes do tráfico de drogas em sua conta corrente.

Além de financiar o comércio de entorpecentes, ele ficou responsável por alugar um galpão na Cidade de Juiz de Fora/MG, local em que seria utilizado como entreposto/depósito provisório da farta quantidade de entorpecente transportada e que foi apreendida, 721 kg de maconha, recolhidos na cidade de Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, em dezembro de 2014, que viriam para Niterói.

A investigação foi feita pela Delegacia de Repressão a Entorpecente, da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) Rio de Janeiro que deu conta dando conta sobre a existência de uma célula do CV para a prática de atividades relacionadas ao tráfico de drogas, com atuação em diversas comunidades de Niterói, principalmente, no Complexo do Caramujo

A denúncia só foi oferecida em 30/12/2018 e o empresário só teve a prisão preventiva decretada em 18 de janeiro do ano passado.

Um total de 27 pessoas foram denunciadas, entre elas Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, que durante anos comandou o tráfico no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, e depois teria deixado a comunidade e se escondido em países vizinhos. Há muitos anos não se ouve em falar nele. Outros acusados de destaque são os traficantes conhecidos como Marreta, Da Cabrita e Tineném, atualmente presos.

Os traficantes agiam em todo o Complexo do Caramujo, em especial nas comunidades Mundo Novo, Igrejinha, Morro do Céu, Rádio Relógio e Caixa Dágua, com conexões com o Complexo do Alemão e favelas da Praça Seca.

Os bandidos determinavam a execução de inimigos, de consumidores e integrantes da quadrilha que não honravam suas dívidas..

Inquérito No 0000899-26.2019.8.19.0002

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo