Casos de PolíciaComando VermelhoinvestigaçãoOperação Policial

Esquema de lavagem de dinheiro do tráfico que envolve o CV e o TCP movimentou R$ 220 milhões. 29 pessoas foram denunciadas


 


 
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), denunciou 29 pessoas, dentre elas participantes de uma organização criminosa responsável por um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

De acordo com a denúncia, o grupo, ligado às facções criminosas Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro, atua em quatro estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul) e movimentou em suas contas valor superior a R$ 220 milhões, em operações atípicas e suspeitas, entre 2014 e 2019. O Juízo da 38ª Vara Criminal da Capital deferiu e expediu os mandados de prisão preventiva contra os denunciados.

A denúncia foi instruída por inquérito policial instaurado em janeiro de 2019 pela 19ª Delegacia de Polícia, na Tijuca. A partir de um depósito bancário realizado por um dos integrantes do esquema, as investigações apontaram o estabelecimento de uma organização criminosa destinada a branquear valores oriundos da atividade ilícita do tráfico de drogas, de forma a ocultar e dissimular a sua origem ilegal.

Foram identificados, em cada uma das fases das diligências, novos integrantes do grupo criminoso, tanto nas origens, locais de prática dos crimes antecedentes, quanto nos destinos, locais para os quais eram destinados os valores provenientes do tráfico. Por conta disso, o IP foi organizado em quatro núcleos, destinados às investigações no Rio, Ribeirão Preto, Curitiba e Mato Grosso do Sul.

No núcleo fluminense, foram identificados os depositantes do dinheiro do tráfico nas contas de pessoas jurídicas situadas em Curitiba e Ribeirão Preto. Estas pessoas têm em comum o fato de residirem em áreas próximas ou no interior de comunidades dominadas por facções criminosas ou, ainda, terem passagens anteriores ou ligações familiares com pessoas ligadas à tal atividade ilícita, além de serem de confiança dos chefes, participando ativamente de atos de lavagem de capitais auferidos com o crime. 

Na outra ponta, compondo empresas de fachada ou as dirigindo informalmente, em outros estados da federação, foram identificados os integrantes da organização criminosa propriamente dita, composta pelos polos CHEFIA, SOCIETÁRIO e LARANJA, posando alguns como empresários ou fazendeiros bem sucedidos, ignorando, por completo, as mazelas causadas à sociedade fluminense com suas atividades ilícitas, havendo entre eles, inclusive, um ex-prefeito de um distrito paraguaio (Nueva Toledo – Caaguazú).

Com relação às empresas identificadas a partir do primeiro depósito, percebeu-se que suas contas eram utilizadas para destinar valores muito superiores às capacidades econômicas dos depositantes, restando claro que o faziam em favor de terceiros, notadamente integrantes da cúpula das facções criminosas Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro, que atuam no Estado do Rio.

Foi requerido na denúncia, ainda, a fixação do valor mínimo para a indenização em favor do estado do Rio de Janeiro no montante de R$ 1.165.570,00, correspondente ao total dos depósitos mencionados na inicial, realizados em agências de instituições financeiras localizadas na cidade do Rio de Janeiro, além de outras medidas cautelares, de modo a desapossar os denunciados dos valores, direitos e bens que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes de lavagem ou das infrações penais antecedentes.

Nesta sexta-feira (18/12) as Polícias Civis dos Estados do Rio, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul realizam a operação conjunta Shark Attack, para prender os denunciados pelo esquema ilegal.






  






[Mensagem cortada]  Exibir toda a mensagemResponderResponder a todosEncaminhar

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo