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Ex-aluno do CPOR, estudante de Odontologia e lavador de carros virou em pouco tempo traficante milionário e principal fornecedor de armas do CV

Preso ontem acusado de ser um dos maiores fornecedores de armas para o Comando Vermelho, Felipe Cerqueira Martins, o Felipe Jaqueta, declarou para a Justiça em outro processo que respondeu por estelionato que foi ex-aluno do CPOR do Exército, estudou Odontologia e largou as Forças Armadas para estudar.


Depois disso, passou a trabalhar lavando e polindo carros aos finais de semana e ganhava R$ 450 por semana, atividade que conciliava com o serviço em uma empresa de refrigeração.


Chegou a ser acusado de colocar para vender no site OLX um Jeep Regenade, que era produto de roubo, e acabou preso por causa disso. Respondeu a processo mas foi absolvido. 


O carro teve as placas e os números de identificação adulterados. Uma pessoa se interessou e passou a negociar com ele marcando um encontro. A polícia descobriu e prendeu Felipe antes de negociar o veículo. 

Responde a processo por roubo pela Vara Criminal de Iguaba Grande, na Região dos Lagos. 


O jornal O São Gonçalo informou que, antes de ser preso ontem, Jaqueta já havia escapado da prisão em janeiro Vale ressaltar que em janeiro deste ano, o acusado conduzia um veículo roubado, modelo XC60, Volvo, avaliado em cerca de R$ 300.000,00 mil, no momento que foi abordado por uma equipe de policiais civis  e empreendeu fuga sendo capturada apenas sua acompanhante. Naquela ocasião a companheira de Felipe  levou os policiais até a residência onde foram encontradas cinco armas de fogo de uso restrito, carregadores, munições, além de anotações de contabilidade da venda de armas de fogo com movimentações de valores superiores à R$ 500 mil.


A Polícia Civil diz que Jaqueta é o principal fornecedor de armas e munições para o CV.  Ele foi localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. 


Apesar do envolvimento com a organização, publicamente ele se passava por latifundiário e negociador de cavalos de hipismo. O indivíduo morava em um condomínio de luxo, no mesmo bairro, e levava uma vida de ostentação.

No momento de sua prisão, ele conduzia um veículo avaliado em mais de R$ 150 mil. O Núcleo de Inteligência da DHNSG apurou que este carro seria de propriedade da cunhada de “Marcinho VP”, principal líder da organização criminosa e atualmente preso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Investigações apontam que, por trás da imagem de um latifundiário bem sucedido, existia um traficante que articulava a compra de munições vindas dos Estados Unidos para as comunidades dominadas pela facção criminosa. Ele seria o principal fornecedor de armas desta organização, tendo ligação estreita com o próprio “Marcinho VP”.

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