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Ex-piloto e pilotos de Fórmula Truck são suspeitos de participar de esquema de lavagem de dinheiro do PCC que alcançou bilhões de reais

Um ex-piloto de Fórmula Truck, conhecido por Tonhão, que foi preso em 2018 suspeito de participar de uma organização criminosa de roubos de cargas, é apontado em investigação como líder de um grande esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que movimentou cerca de R$1,8 bilhão. 


Ele seria proprietário de um conglomerado de empresas de manutenção de caminhões e de peças automotivas, cujas operações atípicas chegaram a essa marca citada no primeiro parágrafo da reportagem.


Tonhão chegou a residir no mesmo local da esposa de Marcolinha, irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo do PCC.
A investigação aponta que dois outros pilotos de Fórmula Truck transferiram bens para pessoas ligadas ao PCC.
A organização seria distribuída entre diversas pessoas em diferentes núcleos, que se auxiliam  mutuamente na criação de pessoas jurídicas e pulverização de valores por toda a rede.  

O volume de recursos em tese objeto da lavagem de valores é gigantesco. A autoridade policial estima que as operações suspeitas superama casa do bilhão de reais. Várias pessoas jurídicas receberam ou enviaram grandes quantias de dinheiro, tanto em espécie como por meio de transferências bancárias. Enfim, a representação indica mais de setenta pessoas jurídicas que seriam utilizadas na empreitada, o que representa relevante impacto na economia formal.  

Tonhão teria negócios com um criminoso de vulgo Alemão que, segundo investigações, era proprietário do helicóptero utilizado no assassinato de dois membros do PCC em Fortaleza. Alemão era financiador do tráfico e realizava também a lavagem de recursos obtidos no crime.

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