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EXCLUSIVO: Confira mais detalhes sobre como funciona a milícia do Fubá e do Campinho. Grupo tem mesmo células na Gardênia Azul e Rio das Pedras e pagava propinas a PMs, além de cobrar pelo lixo, luz e água

O InformeAgora obteve mais detalhes sobre a investigação sobre a milícia que atua no Campinho e do Fubá e a sua relação com Rio das Pedras e Gardênia Azul. A quadrilha pagava propinas a PMs e cobra pelos serviços de fornecimento de luz, água e coleta de lixo.

O relatório cita outros integrantes do grupo e suas funções na quadrilha.

Atualmente preso, Edmílson Gomes Menezes, o Macaquinho, além de dividir a liderança do grupo com Leonardo Luccas Pereira, o Leleo, ficava responsável por repassar aos demais integrantes seus conhecimentos técnicos e operacionais adquiridos quando sentou praça nas fileiras do Exército Brasileiro. 

Comandava, in loco o atuar de seus subordinados quando o grupo trava qualquer tipo de batalha com organizações rivais. É apontado, também, como integrante do consórcio de matadores de aluguel autodenominado escritório do crime. Sempre circulava pelas comunidades escoltado por seguranças e portando fuzis com alto poder de fogo.

LJ divide com Bicudo a função de contador. Além disso, é o armeiro da malta, cabendo a ele a manutenção de todo o armamento utilizado pelos comparsas. 

Luquinha é o encarregado pela aferição da qualidade da munição a ser adquirida pela organização, fornecendo, por vezes, os artefatos. 

TH ou Thiaguinho, cabe a negociação das munições cuja qualidade fora atestada por Luquinha. É também o responsável pelo armazenamento dos projéteis adquiridos. 

André Silva Loback, vulgo Magrinho, assumiu a liderança da célula da organização criminosa que domina a comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, nesta cidade, após a deflagração da operação Storm. Também é o encarregado de fornecer veículos blindados a serem utilizados pelos líderes do grupo

. Da maloca ou Do Fubá; JN, Chaveirinho e Carré, são soldados, seguranças da organização, responsáveis pela contenção das comunidades. Estão sempre armados de fuzis e ostentando outros objetos policiais/militares, como coletes, algemas, balaclavas.

 Informações de inteligência da DRACO dão conta de que o Toyota Corolla blindado utilizado por Macaquinho está registrado em nome de André Loback.

As investigações apuraram que Chaveirinho, além da função acima indicada, é olheiro do grupo, a quem cabe vigiar as entradas principais das comunidades e avisar à toda rede, por meio de fogos de artifício ou radiocomunicadores, a presença de policiais ou criminosos rivais. 

Klevinn, é o cobrador da organização, a quem cabe o recolhimento de todas as taxas ilícitas exigidas de moradores e comerciantes das localidades. É também o responsável por pagar a policiais militares vantagem indevida para que deixem de reprimir as ações criminosas da malta.

Almir Rogério Gomes da Silva é o líder da divisão da organização homiziada na comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, nesta cidade. Mantém laços estreitos com a Milicia do Campinho, a cujo grupo se uniu para ampliar a área de dominação e, consequentemente, auferir vantagens indevidas mais polpudas.

  Totobola ou Totinho, é gerente da malta. Repassa as ordens recebidas dos líderes aos lacaios, determinando como as atividades criminosas devem ser realizadas. Leva sempre consigo um fuzil9. 7 

No dia 06/11/2020, Chaveirinho foi preso em flagrante após efetuar disparos de fuzil contra policiais militares. O armamento utilizado por ele foi apreendido. (R.O. nº 029-08143/2020).

Carré, tem por hábito usar colete tático na cor verde, sempre deixando-se fotografar com o equipamento.

Histórico

.Durante o período aproximado de 01 (um) ano e 08 (oito) meses, iniciado em junho de 2020, os denunciados, livre e conscientemente, mediante prévio ajuste entre si e com outras pessoas ainda não suficientemente identificadas, de modo estável e permanente, integram societas sceleris estruturalmente ordenada com o fim de obter vantagens patrimoniais ilícitas em comunidades localizadas nos bairros do Campinho, Cascadura e Jacarepaguá, todos nesta cidade.

Os atos ilícitos praticados pelo grupo consistem na distribuição clandestina de sinal de TV a Cabo e de internet, em constrangimentos ilegais e extorsões contra moradores e comerciantes, agiotagem e comercialização de entorpecentes.

A organização criminosa autointitulada Milícia do Campinho teria sido a primeira a se associar a grupos de traficantes de drogas, passando a autorizar a venda de entorpecentes nas comunidades subjugadas à malta, originando o fenômeno popularmente conhecido como narcomilícia.

 O conjunto probatório produzido no inquérito policial demonstrou, estreme de dúvida, que os denunciados atuam livremente nos moldes de uma verdadeira organização criminosa, ostentando armamento de guerra e apresentando características próprias deste tipo de grupo mafioso: poder hierárquico, controle territorial, divisão de tarefas, conluio com outros criminosos e relação promíscua com agentes da segurança pública.

Restou apurado que os denunciados tomam parte em sofisticada cadeia de atividades ilícitas, tais como cobrança de ´taxa de segurança´; ´taxa de circulação´ do transporte alternativo; ágio sobre a venda de imóveis, materiais de construção, alimentos, água, botijões de gás; além de cobrança sobre serviços básicos como coleta de lixo, fornecimento de luz e água.

Negociam, ainda, a aquisição de armas e munições de uso restrito. Para alcançar seus desideratos ilícitos, os denunciados e seus compinchas promovem o patrulhamento armado das comunidades, por meio do qual mantêm o controle geográfico, bélico, financeiro e logístico da região, rechaçando qualquer tentativa de invasão das localidades, seja por milicianos ou traficantes de drogas integrantes de grupos criminosos rivais, além de buscarem transmitir falsa sensação de segurança para a população local, sob cujo pretexto é realizada a cobrança da malfadada ´taxa de segurança´.

No referido período de vinculação entre os integrantes da organização criminosa para a concretização do programa delinquencial, os denunciados atuam em tarefas específicas, perfeitamente identificadas pelas diligências investigatórias, inclusive pela análise de imagens, arquivos e mensagens armazenadas em aparelhos de telefonia apreendidos por ocasião de diligências de agentes da DRACO-IE – Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais

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