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Exército apreende no Rio 81 armas que podem ter sido desviadas das Forças Armadas

O Exército apreendeu 81 armas em um endereço na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As peças estavam em condições irregulares. Foram achadas também munições de diversos calibres, além de peças e acessórios de vários tipos de armamentos. Um coronel da reserva da PM será investigado.

Entre as armas, algumas de grosso calibre: espingarda, rifle e até uma submetralhadora com silenciador, além de pistolas e revólveres.

Havia também armas de uso restrito como munição de fuzil, silenciadores, carregadores com capacidade acima de 20 balas e armas sem numeração.

A Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste esclareceu que a ação foi em atendimento à requisição formulada pelo Ministério Público Militar e deferida pela Justiça Militar e fez parte de uma operação realizada pela corporação em três Estados (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná).

A operação teve como objetivo recuperar 119 armamentos em endereços relacionados a 13 pessoas físicas e uma jurídica (colecionadores, militares e civis, sendo um deles foragido da Justiça Militar com condenação já transitada em julgado) e resolver as seguintes irregularidades:

  – desvio de armas entregues para destruição e/ou para retorno à cadeia de suprimentos do Exército por colecionadores, militares e/ou seus familiares;

  – desvio de armas destinadas à destruição decorrente do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre o Exército Brasileiro e o Supremo Tribunal Federal, no ano de 2017, que permitiu a destruição de armas de fogo e munições apreendidas que estavam sob a guarda do Poder Judiciário e fossem consideradas desnecessárias pelos juízes para a continuidade e instrução dos processos; e

– tentativa de dar legalidade em armas contrabandeadas ou adquiridas ilegalmente.

Foram realizadas duas prisões em flagrante, 101 armas apreendidas, objetos de investigação do IPM nº 7001252-32.2019.7.01.0001, instaurado em abril de 2019, que tramita em segredo de justiça.

O Comando Militar do Leste atuou de forma conjunta com a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Militar.

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