Explosivos em mortadela serviriam para o PCC explodir presídio no Paraguai e promover fuga em massa

Explosivos encontrados em uma mortadela que estava sendo levada para a penitenciária da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no último sábado (20), seriam para a fabricação de uma bomba pelos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os explosivos seriam entregues para um dos integrantes da facção criminosa José Huppes que está cumprindo pena por assalto. A bomba que seria fabricada era para explodir um dos portões da penitenciária e promover uma fuga em massa dos membros da facção criminosa ou ainda uma guerra entre as facções rivais Clã Rotela e PCC.

Segundo o site paraguaio ABC Color, o plano estava sendo orquestrado por José e deveria acontecer no fim de semana em que os explosivos foram encontrados na mortadela, que estava sendo entregue na penitenciária Liz Lorena Núñez que acabou detida ao tentar entrar na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero com explosivos.

Depois da prisão de Liz, a polícia invadiu uma propriedade rural em busca de um suspeito que teria ligação com Liz. Lá, os policiais encontraram vários elementos que ligavam a mulher ao preso José. Ela acabou sendo acusada pelos crimes de posse de armas de fogo, explosivos, munições e acessórios relacionados.

No mesmo presídio, a polícia temia pela ocorrência de um massacre no final de semana passado. Uma vistoria feita por agentes acabou encontrando várias armas artesanais, nas celas da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e Clã Rotela.

Com a informação de que um massacre havia sido marcado pelos detentos, os agentes da penitenciária fizeram uma vistoria, nas celas dos membros das facções criminosas encontrando facas artesanais, lanças e até cordas que seriam usadas, segundo o site ABC Color. A quantidade de material apreendido não foi divulgada.

No dia 16 de junho de 2019, dez detentos foram mortos decapitados e carbonizados em um confronto entre PCC e Clã Rotela. Os mortos foram identificados como Derlis Silvia, Pedro Duarte, José Osorio, Roberto Morales, Roberto Presentado, Roque Ariel Lugo, Cristian Dominguez, Victor Olmedo, Derlis Sanches e Bruno Cuttier – que chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

O motim foi motivado por vingança, do rei do crack, Armando Rotela. A vingança teria sido arquitetada por Armando depois de membros do seu clã teriam sido assassinados por membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e em resposta foi o motim teria sido organizado.

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