Casos de PolíciaDenunciaGuerra entre facções

Facção pouco falada pela mídia conta com 18 mil detentos no sistema prisional do RJ

Criada em meados da década passada e muito pouco falada pela mídia, a facção Povo de Israel impressiona pelo tamanho: são 18 mil detentos espalhados por 11 unidades do sistema carcerário do Rio. Só perdem em números para o Comando Vermelho (CV).


São presos não aceitos em facção nenhuma. Praticavam o golpe do falso sequestro.


Em cadeias do CV, Terceiro Comando  Puro (TCP) e Amigos dos Amigos (ADA), se perguntarem sobre esse crime, os presos vão dizer que ganhar dinheiro em cima de sofrimento da mãe dos outros é coisa de ‘vacilão’.

Os detentos do Povo de Israel não tinham onde ficar, Em sua grande maioria, além do falso sequestro, são presos por crimes sexuais – os mais violentos não são aceitos em organização criminosa alguma.
São internos do chamado seguro do seguro que se juntaram inicialmente no Presídio Ary Franco, em Água Santa.


Essa área onde esses ‘neutros’ ficavam era conhecida como Faixa de Gaza. Eles foram expulsos dali e ficaram peregrinando pelo sistema, em busca de sua terra prometida. Por isso, eles se autodenominaram Povo de Israel, que depois foi abreviado para Rael.

Eles não têm território do lado de fora, não operam boca de fumo, é uma facção que existe única e exclusivamente dentro do sistema prisional”,


As pessoas que não pertencem ou não são aceitas pelas facções são absorvidas pelo Povo de Israel. Sem preocupação com ocupação de território, e realizando os golpes de falso sequestro a partir da cadeia, o grupo não tem uma organização externa. A junção dessas pessoas rejeitadas por todas as facções parece teria a função de autoproteção dentro do sistema.

Informações retiradas da publicação Democracia e Crime Organizado, editada pela Fundação Heinrich Böll/2019

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