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Família de Elias Maluco recebia dinheiro da venda de drogas e da exploração de transporte alternativo, gás e gatonet da Baixada

A família de Elias Maluco, segundo investigação policial, recebia dinheiro proveniente da venda de drogas e de exploração de serviços como transporte alternativo, venda ilegal de gás e sinal de TV a cabo clandestino de favelas da Baixada Fluminense como a Vila Ruth e do Guarani, em São João de Meriti e em comunidades de Belford Roxo.

O esquema era comandado pelo traficante Elieser Miranda Joaquin, vulgo ´Criam que, de dentro do presídio de Bangu 3, dava as ordens para o repasse do dinheiro.

Criam designava pessoas que estavam do lado de fora, nas comunidades da Baixada, para atuarem no tráfico e recolherem parcela do lucro da venda de drogas e dos serviços para a família de Elias, a quem chamava de 22.

Elias Maluco chegou a ser condenado, em 2013, a 10 anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, além de multa, pelo crime de lavagem de dinheiro. O traficante foi acusado de comprar imóveis e um carro de luxo com recursos do tráfico, e registrá-los em nome da mulher e da sogra. 

De acordo com o que foi apurado no processo, em 2008, Elias Maluco comprou um automóvel da marca Toyota, modelo Fielder, e o registrou em nome de Silvânia, que do veículo passou a fazer uso. O carro foi apreendido na garagem da casa dela. Adotando postura similar, o traficante comprou dois imóveis no bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.

O primeiro, adquirido em 2004, foi registrado em nome da sogra. A casa, cuja piscina contém grafados os nomes de Silvânia e Elias, passou a ser a sede da família. O segundo, avaliado em R$ 853 mil, foi comprado em junho de 2008, ainda em construção, no condomínio Reserva Jardim Jacarandá, e colocado em nome da mulher. De acordo com a sentença, a aquisição dos bens era incompatível com as condições financeiras de Silvânia e sua mãe.

Como é comum ocorrer, no caso de lavagem de dinheiro, o principal criminoso no caso, o réu Elias Pereira da Silva buscava pulverizar o seu patrimônio, muitas vezes registrando imóveis em nomes de mulher, irmão, sogra, tio etc

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