Casos de Polícia

Filha biológica de Flordelis era amante de Anderson, diz mãe de pastor

Em seu depoimento à polícia, ao qual O DIA teve acesso, Maria Edna Virgínio Oliveira, 64 anos, sogra da deputada federal Flordelis de Souza, levou mais elementos que podem envolver a parlamentar na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Maria Edna relatou que seu filho era envenenado nas refeições e que a morte teria sido encomendada após o veneno não surtir efeito.

Maria Edna disse ainda que Anderson era maltratado por Flordelis, que estava sendo roubado e que teria como amante uma das filhas biológicas da parlamentar, com quem teve um relacionamento antes de se casar com a pastora.

Ela contou como Flordelis, aos 30 anos, começou a namorar seu filho, de apenas 14 anos de idade e que, nessa época, Anderson namorava uma das filhas biológicas da pastora, terminando a relação para ficar com a mãe da jovem.

“Flordelis ia à casa da declarante para chamar Anderson para pregar nas comunidades, nesta época Anderson teve um breve namoro com X., filha da Flordelis e que cerca de dois meses depois, Anderson se juntou a Flordelis e largou X.”, diz um trecho do depoimento.

Maria Edna soube do envenenamento através do único filho biológico de Flordelis com Anderson, Daniel Souza, durante uma passeata realizada no dia 21 de julho, em homenagem ao pastor.

Maria Edna contradiz depoimento de Flordelis sobre a fogueira feita no quintal da casa, no dia da perícia da Delegacia de Homicídios.

A deputada diz que realizou a fogueira para queimar a grama alta, pois receberia uma equipe de reportagem e queria a casa arrumada.

“Flordelis teria mandado pegar todos os documentos do cofre de Anderson e colocar fogo, pois o conteúdo seriam provas”, contou Maria Edna, também em depoimento.

A mãe de Anderson, que mora em São Paulo, disse que em uma última viagem viu o filho muito doente, mas ele afirmou que não procurava o médico e que sentia muitas dores após as refeições.

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