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Fogo Cruzado afirmou que tiroteios em áreas de milícia diminuíram com a morte de Ecko mas houve guerras e assassinatos com frequência desde que o chefão morreu

A disputa entre as milícias se espalharam após a morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, com vários assassinatos embora o Instituto Fogo Cruzado tenha dito que os tiroteios em áreas dominadas por paramilitares diminuíram com a saída de cena do chefão da Liga da Justiça.


Nos últimos dias, foram registrados vários homicídios em áreas de milicianos. Um deles ocorreu no sábado na entrada da comunidade do Jesuítas, em Santa Cruz, quando um suposto integrante do bando de Danilo Dias Lima, o Tandera, foi morto. Haveria uma guerra no bairro com o grupo de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, irmão de Ecko.


No mesmo dia, uma mulher foi morta dentro de uma van na Gardênia Azul, em Jacarepaguá.


Na noite de sexta-feira, um envolvido com a milícia foi assassinado na Rua Clarimundo de Melo, em Quintino, por traficantes do Morro do Dezoito.


Outros casos ocorreram depois daquele dia 12 de junho, quando Ecko morreu, como por exemplo, o tiroteio no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, que terminou com três mortos e cinco baleados. 

Foram mortos no período vários milicianos em Campo Grande, Jacarepaguá e Santa Cruz como Fuzil Rosa, Fábio Gordo, Japão, Denílson das Casinhas, Kako, Kaduzinho, um policial militar e um ex-policial civil supostamente envolvidos com paramilitares, entre outros. Alguns crimes nem foram noticiados porque os corpos não apareceram.


Houve no período vários tiroteios entre grupos de milicianos e com traficantes também como em Curicica, Praça Seca, Morro do Fubá, Gardênia Azul, Quitungo, Jordão, Santa Maria e também em Nova Iguaçu.


Um miliciano conhecido como Léo Milícia que sofreu um atentado do qual morreu um homem no Anil em Jacarepaguá no dia 25 de agosto foi sequestrado e até hoje encontra-se desaparecido. 

A coordenadora do Fogo Cruzado, Cecília Olliveira explica que, apesar da queda nesses números levar a uma falsa conclusão de retorno da segurança nessas regiões, o momento atual não é de paz. “A movimentação das ações criminosas são cíclicas. Em 2018, a despeito da intervenção militar federal na segurança do Rio, foi o ano de pico no número de tiroteios no Grande Rio. Aquele foi um ano onde os grupos se reorganizaram. Isso é uma falsa paz. Já que, por exemplo, caem o número de homicídios, mas aumentam o número de desaparecimentos”.

A queda nos tiroteios contrariou a intensa movimentação inicial após a morte do Ecko. Menos de 24 horas depois da morte, Danilo Dias Lima, conhecido como Tandera, começou a colocar em prática o plano de invadir uma das áreas que era controlada pelo rival. Mais de 100 homens ligados à Tandera invadiram a Manguariba, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

Ecko e Tandera eram sócios até dezembro de 2020, quando romperam. “A quebra desta aliança colocou áreas em que Ecko e Tandera tinham sociedade sob disputa. Há ainda o fato do que a área de Paciência/Três Pontes representa: ali é o berço da milícia do Ecko, a central, onde pode haver, por exemplo, mais armas a serem conquistadas. Além da área, que é estratégica e simbólica”, explica Cecília Olliveira.

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