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Fracasso de unificação entre ADA e TCP em 2017 provocou várias guerras no Rio

Relatório da Justiça do Rio revela que em uma reunião realizada em 2017 no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte da capital, as facções criminosas Terceiro Comando Puro (TCP) e ADA (Amigos dos Amigos) planejaram se unificar. Essa união, no entanto, não ocorreu e provocou conflitos desde então.

De acordo com recentes dados apurados pela CSI/MPRJ, em maio de 2018, integrantes da facção Comando Vermelho (CV) atacaram os rivais do TCP  no Complexo do Caju, na Zona Portuária do Rio.

 A ação teria sido planejada por Jorge Luiz Moura Barbosa, vulgo Alvarenga,  chefe do tráfico no Parque União, no Complexo da Maré.


Alvarenga teve o auxílio de traficantes oriundos do Complexo do Caju que não concordaram com a troca de facção ocorrida em novembro de 2017, quando diversas comunidades influenciadas pela ADA trocaram para o TCP.

Alguns homens teriam deixado o Complexo do Caju e se aliado ao grupo de Alvarenga. O então chefe do Caju, Luiz Alberto Santos de Moura, o Bob, preso em Bangu, recebeu apoio de Thiago de Souza Folly, o TH, da Maré, ligado ao TCP, por determinação dos líderes da facção Facão, Menor P e Zangado.


Em junho de 2018, outro confronto entre as facções rivais, CV e TCP, ocorreu na comunidade da Coroa, em Santa Teresa. Traficantes pertencentes ao TCP do Morro São Carlos invadiram a comunidade, antes dominada pelo ADA e a expulsou. .

Neste confronto, os homens do São Carlos também receberam o auxílio de traficantes do “bonde” de TH”.  

Valquir Garcia dos Santos, o Carré,  atualmente custodiado no Presídio Lemos de Brito, era o chefe do tráfico na comunidade da Coroa.

 A decisão de dominar a Coroa teria partido de chefes presos do TCP após a negativa de Carré em migrar da facção ADA para o TCP. Carré  teria se mantido fiel a Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, de quem obteve ajuda quando precisou retomar a Coroa do Comando Vermelho anos atrás.

Recentemente, houve disputa no Complexo do Dezoito, em Água Santa, na Zona Norte. O TCP, juntamente com a milícia, expulsou a ADA do local e hoje briga com o CV pelo controle da região.

No Complexo da Pedreira também houve um ‘racha’. Bandidos da ADA que eram ligados a Edmilson Ferreira dos Santos, o Sassá, se debandaram para o CV após a favela virar TCP.

O resultado foi uma grande tentativa de invasão em outubro ao conjunto de favelas de Costa Barros por parte do CV.

TCP e ADA também disputam o controle da Favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

As duas facções eram unidas até 2002. Com a rebelião ocorrida em Bangu 1 comandada por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar que culminou com a morte de Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então líder máximo da ADA, os grupos se separaram e foi criado o TCP no lugar do antigo Terceiro Comando.

TCP e ADA iniciaram uma guerra sangrenta por disputas de pontos de vendas de drogas, como na Ilha do Governador e no Complexo da Maré, mas voltaram a se aproximar depois.

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