Casos de PolíciaDenunciainvestigaçãomilíciaNotícias

Frentes da milícia do Tirol são obrigados a dividir os lucros com Curicica e Gardênia. PMs ofereciam armas, faziam agiotagem e recebiam propinas para não fiscalizar mototáxi. Vizinho de bandido foi morto por engano em invasão do CV. Veja detalhes sobre investigação da quadrilha que age no local

No Morro do Tirol, na Freguesia em Jacarepaguá, os milicianos Diney e Silvânio herdou o comando após a morte de Serginho, em 2019, mais os lucros da quadrilha precisam ser divididos com paramilitares da Gardênia Azul e também de Curicica. 

Já na época de Serginho, o morro era arrendado pela milícia de Curicica e ele pagava uma quantia mensal (R$ 2.700) para explorar as atividades. 

Com sua morte, Diney e Silvânio passaram a responder a Andinho (PM) e Almir da Gardênia, que ganharam poder após a prisão de Fabi, que era o sucessor de Orlando Curicica.

Negócios ilegais

No local, os criminosos exploram gatonet, mototáxi, agiotagem, gás natural, transporte clandestino de passageiros por kombis. sinal de tv a cabo, taxas ao comércio e acumulava altos valores   O bando ainda pratica os crimes de homicídio e porte ilegal de arma de fogo e corrupção ativa. 

PMs envolvidos

Havia a participação de outros PMs, como um conhecido como Hop-Carro  que chegou a oferecer uma pistola a Serginho. Foram achadas na casa dele diversas munições de fuzil e pistola, como também em seu armário no batalhão, outras tantas balas. 

Outro PM, conhecido como Hop Moto integrava um grupo que recebia  propina para não reprimir o moto-táxi da localidade do Morro da Tirol. Há diversos diálogos entre Serginho e Hop Moto  e acerca do valor pago a título de arrego.

Outro policial, conhecido como Playboy emprestava dinheiro a juros. Foi flagrado em uma escuta cobrando empréstimo feito com dinheiro oriundo de contravenção; 

Ataque do CV matou vizinho de miliciano por engano

Silvânio controlava a venda de gás dentro da comunidade. Tinha um depósito lá .

Ele foi o alvo de um ataque do Comando Vermelho. Os  traficantes foram a procura dele. não o encontraram e  mataram o vizinho. Passou a temer pela própria vida e transferiu a administração do negócio para um homem chamado Hiago, que tinha um bar e realizava bailes funks para os milicianos.

Silvânio chegou a abordar uma equipe da Delegacia de Homicídios da Capital para saber como estava a investigação sobre a morte de Serginho.

Armas, uniformes da polícia, roubo e ocultação de cadáver

O braço armado no morro era Capoeira. Ele foi preso em flagrante saindo da comunidade do Gardênia na posse de armas longas, dois ou três fuzis, com roupas da Polícia Civil.

Em uma escuta, ´Capoeira´ relatou a Silvânio que saiu para roubar uma carga de gás, porém foram surpreendidos por um indivíduo que não se intimidou nem mesmo quando lhe foi apontada uma arma de fogo, razão pela qual não lograram êxito no crime.

Ele era constantemente acionado pela milícia para resolver conflitos entre moradores e tinha controle sobre a guarda e uso de armamentos.

Capoeira foi citado em outra passagem em que disse a comparsas que estava saindo de uma missão com o comparsa Léo a a fim de ´pegarem um maluco´ no Recreio e levá-lo para a Comunidade do Piraquê (provavelmente uma alusão ao ato de ocultação de cadáver).

R$ 30 mil com gatonet

O miliciano Peixe era responsável por recolher a taxa das kombis dos demais motoristas;.

Já Índio era outro braço armado do grupo e chegou a ser flagrado em uma escuta que recolheria R$ 30 mil com a gatonet,

Índio foi flagrado em escuta falando sobre um suposto acordo feito por Almir para que o miliciano Pará se entregasse para a polícia em homicídio praticado pela milícia do Gardênia

Zombaria com juiz

Outra passagem curiosa é em relação a Coelhão. Ele arrecadava valores e fazia a arrecadação de valores e também tinha a função de olheiro, Em um diálogo, ele zombou de um juiz, porque foi preso por porte de arma por um conflito com um policial militar que mora na comunidade da Tirol. Ele disse que enganou o juiz em relação a procedência da arma e que seria solto.

‘Dá um cacete nele”

Os milicianos eram avisados se policiais subiam ou desciam a comunidade; que em uma das ligações, o interlocutor não entende e Silvano explicou que Botafogo é a polícia;

Silvano também orientou Índio a dar um cacete em um homem que cheirava cocaína dentro de uma kombi.

Em uma outra passagem, um miliciano conhecido como Renato da Imobiliária vai fazer a cobrança a mulher de um homem que lhe devia dinheiro e tomou o celular dela para garantir o pagamento dos valores.

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo