Casos de Políciainvestigaçãomilícia

‘Funcionário’ de Ecko foi flagrado em escuta falando mal do ‘patrão’

  Uma escuta telefônica feita com autorização judicial mostrou um agente penitenciário envolvido com a Liga da Justiça falando mal do líder do grupo, Wellington da Silva Braga, o Ecko. 


O agente criticou a festa realizada no Sítio Três Irmãos, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, em 2018, quando quatro integrantes da milícia foram mortos e mais de 100 pessoas foram levadas para a delegacia.


Segundo as declarações deste integrante do sistema penitenciário, já preso,  o evento foi organizado em local muito exposto, não suficiente para que os membros da organização criminosa ficassem à vontade. 

Para ele, na época do Carlinhos Três Pontes (irmão de Ecko e líder da milícia até sua morte), era diferente, pois os eventos eram realizados em locais mais seguros, oportunidade em que critica “Ecko”, ou seja, o agente ‘público’ ao falar com integrante da quadrilha aponta suas falhas, faz comparação com outra liderança, sugerindo que atuem melhor.  


O agente penitenciário, segundo investigações, tinha a função de servir como elo de acesso dos membros da milícia presos com outros que se encontravam em liberdade, bem como as facilidades e irregularidades como telefones, drogas, armas, anabolizantes. 


Tem relevo, diálogo no qual o suspeito solicita a seu interlocutor que consiga “café e açúcar” (cocaína e maconha – no jargão empregado) a bom preço, contudo foi respondido que conseguiria apenas, a “do cavalinho”, o que não interessava ao acusado. 

Na mesma investigação, há trechos de conversas em que um subordinado de Ecko fala que o chefe reclamou de um descarregamento de um caminhão de cigarros no meio da rua, em Paciência, na Zona Oeste da capital.

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