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Há 11 anos, TCP e ADA se uniram nos negócios e contra o CV

Há 11 anos, as facções criminosas Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigos dos Amigos (ADA), que hoje estão divididas, formaram uma aliança para o fim de praticar reiteradamente uma série de crimes de tráfico ilícito de substância entorpecente, de forma a distribuir cocaína, maconha e crack nos bairros de Parada de Lucas, Vigário Geral e no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, e também nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na Zona Sul da cidade; e dos morros da Quitanda, Pedreira e Juramento, na Zona Norte.  Hoje, a ADA parece se aproximar mais do Comando Vermelho enquanto que o TCP se alinha melhor com a milícia.


Os traficantes compuseram societas sceleris em que cada um dos integrantes atuava em tarefas específicas, cumprindo determinações da cúpula da organização criminosa. 


Tais tarefas foram perfeitamente identificadas pelas diligências investigatórias na época procedidas em sede policial, inclusive pelo monitoramento das comunicações telefônicas de alguns de seus integrantes. 


– Cristiano Santos Guedes. vulgo Puma ou Fera, comandava o tráfico no Morro da Quitanda. 


– Daniel Silva de Aviz, vulgo Cagadinho, exerce a função de gerente do trafico de drogas no Morro da Pedreira. 


– Franklin de Paula Ramos, vulgo Quinha, atuava ombreado com Cagadinho na coordenação das tarefas ilícitas na quadrilha. 


– Thamiris de Paula Ramos, filha do traficante Quinha e companheira de Cagadinho, atuava como colaborado da organização criminosa. 
– Fabiano Nogueira, ex-gerente do tráfico no Morro do Juramento, se escondia no Morro da Pedreira. 


– Antônio Simão de Figueiredo, vulgo Tonho, então líder do trafico no Morro do Urubu, comandou a invasão armada ao Morro do Juramento e se escondeu na Pedreira


– Wellington Ricardo dos Santos Ramos, vulgo Beleza, lugar-tenente de Tonho, planejava roubos praticado pela quadrilha e atua como depositário de armas. 


– James Veríssimo Mendonça, vulgo JM, e Júlio Cesar Guilherme Ferreira Junior atuavam sob o comando de Tonho, participando de roubos que financiavam o tráfico. 


– Jefferson do Nascimento Ferreira, vulgo Fefo, líder do trafico no Morro do Urubu, atuava como coordenador e financiador de roubos de cargas. 


– Robson Silva Alves Porto, vulgo 99, líder do trafico na Favela da do Vidigal, é o responsável pela distribuição de drogas e armas entre os locais dominados pela quadrilha. 


– Beatriz Matos de Souza, conhecida como Loira do Arrego, era a responsável pelo pagamento de propinas aos policiais militares responsáveis pelo patrulhamento das comunidades da Rocinha e do Vidigal. Atuava como olheira da quadrilha e, habitualmente, informava o traficante 99 sobre o deslocamento das guarnições policiais. 


– Fábio Abreu de Paula, vulgo Acsix, atuava nas favelas da Rocinha e do Vidigal, recebendo ordens diretas do traficante 99. 


– Fernando Gomes de Freitas, vulgo Fernandinho Guarabu, então líder do tráfico no Complexo do Dendê. 


– Gilberto Coelho de Oliveira, vulgo Gil. era o lugar-tenente de Fernandinho Guarabu. 


– Abel Pereira de Lima, vulgo Abel, era o contador da quadrilha. Atuava como responsável pelo controle de informações sobre a chegada de policiais a comunidade e chefia a contenção armada. Promovia extorsões contra os motoristas de vans, de modo a financiar as atividades ilícitas da quadrilha. 


– Carlos Alberto Alves dos Santos, vulgo Betinho, era o responsável pelo controle de informações sobre a chegada de policiais a comunidade e chefia a contenção armada. Atuava também como segurança de Guarabu e Gil. 


Luciene Pereira Vicente, vulgo Lu, atuava como olheira da quadrilha e como assessora do alto escalão da organização criminosa. 


– Paula Regine de Souza Romeiro atuava na contabilidade da quadrilha e planejava o recolhimento de dinheiro dos motoristas de transporte alternativo. 


– Marcelo Andrade Rodrigues, vulgo Volverine, organizava os bondes para o transporte dos líderes da quadrilha. Arrecadava dinheiro dos motoristas de transporte alternativo no Morro do Dendê. 


Fernando Jorge Rodrigues Pires, vulgo Total Flex, atuava como olheiro, informando sobre a presença de veículos e helicópteros da policia na comunidade. Fazia a manutenção do armamento da quadrilha e, usualmente, transporta drogas e armas. 


– Marcelo Henrique Fernandes Bezerra, vulgo Jogador, antigo membro da quadrilha, atuava como coordenador dos locais usados para entoque e endolação da droga no Morro do Dendê.


–  Miguel Franca dos Santos, vulgo Trakinas, atuava como co-responsável pelo recolhimento de dinheiro dos motoristas de transporte alternativo no Complexo do Dendê. Empregava métodos violentos para alcançar seus desideratos ilícitos.


–  Dorval dos Santos, vulgo Durva, participava da atividade de recolhimento do dinheiro dos motoristas de vans. Controlava o dinheiro arrecadado. 


– Caio Júlio Cesar de Freitas Machado atuava como facilitador das ações criminosas de Abel, fornecendo aparelhos de telefonia celular para serem empregados nas atividades ilícitas da quadrilha. 


– Ismael Vitelbo da Silva atuava no controle dos motoristas de transporte alternativo. Segue ordens diretas de Gil e Fernandinho Guarabu. Impunha seus métodos de cobrança por meio de seu estilo violento. 


– Wilma Helena Tarabal Naegele Sant’Anna atuava em conjunto com Ismael Vitelbo no controla de atividade que financia o tráfico. 
Jose Carlos Lopes, vulgo Lilinho ou Chop, era o comandante do tráfico nas Favelas de Vigário Geral e de Parada de Lucas. 


Marcelo Vieira Figueiredo, vulgo Tas, gerente do trafico e responsável pelo transporte de drogas e armas entre as favelas de Vigário Geral e Parada de Lucas. 


– Leandro Lopes dos Santos, vulgo Lelei, recebia ordens diretas da cúpula da organização e controla uma boca de fumo em Angra dos Reis. 


– Paulo Antero dos Reis, vulgo Paulinho Marimbondo, atuava em conjunto com Lelei na execução das tarefas impostas pela cúpula da organização. 


Lucineia Negro Monte Montes, vulgo Morcega, era a olheira da quadrilha. Mantinha posição em local privilegiado, tais como em passarelas e viadutos para observar a chegada de policiais militares na comunidade de Vigário Geral. 


Diogo da Silva Honorato, vulgo Cocota. atuava como segurança das bocas de fumo em Parada de Lucas e organiza as contenções armadas as incursões policiais. 


Jorge Luiz Pereira da Silva, vulgo Nem Bolinho, e Antônio Jorge Reis da Silva, vulgo Chefe Tourão, eram colaboradores do tráfico nas localidades de Gilmar, vulgo Boi, por sua vez, era o responsável pela tarefa de efetuar pagamentos mensais aos familiares de membros da organização que estejam encarcerados. 


Na época, os traficantes possuíam arsenal composto por fuzis, granadas e pistolas, aterrorizam a população que vive nas áreas por eles dominadas, controlavam toda sorte de atividades ilícitas praticadas nos limites territoriais das áreas por eles controladas, tais como homicídios e roubos de cargas e veículos automotores. 


O terror imposto pela quadrilha era substancioso que os traficantes controlavam a distribuição clandestina do sinal de TV a Cabo, a venda do gás de cozinha, o transporte irregular de passageiros. 


Para rechaçar as incursões das forças de segurança pública, os denunciados, além de utilizarem armamento de guerra, usualmente montava, bloqueios para as viaturas oficiais.


 Os membros da organização promoviam os chamados bondes, pelos quais os bandidos se deslocavam em comboios armados entre as localidades dominadas, transportando drogas e os líderes da organização.


Após longo período de investigação direcionada à repressão da atuação da quadrilha armada que atuava no controle do tráfico de entorpecentes na área de Vigário Geral e Parada de Lucas, com a utilização de diversas interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, foi verificada a existência de uma quadrilha armada de traficantes, de grande porte, que não atuava apenas em Parada de Lucas e Vigário Geral, mas, ainda, nos áreas do morro da Quitanda e Morro do Dendê, pois havia um elo entre os traficantes destas comunidades. 


Através das interceptações telefônicas autorizadas por este Juízo, verificou-se que havia ligação entre os traficantes da ADA e TCP, que não mantinham proximidade com os integrantes do Comando Vermelho. 


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