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Investigação revela quem são os chefes do tráfico em favelas de Niterói. Operação tenta prender 40 bandidos, que exploram até prostituição

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), em conjunto com a Polícia Civil, através da 76ª DP (Centro-Niterói), realiza operação nesta quinta-feira (25/03) para cumprir 40 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão contra denunciados por associação para o tráfico de drogas em comunidades localizadas em diferentes bairros de Niterói. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói. As diligências são realizadas com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

A denúncia descreve que durante investigação, levada a cabo pela equipe da 76ª Delegacia Policial, foi possível identificar grande parte da hierarquia do tráfico no Morro da Ilha da Conceição (Mic), bem como em traficantes atuantes em outras comunidades de Niterói, como o Morro do Sabão, o Morro do Estado, o Morro do Palácio e o Morro do Cavalão. Diligências de campo, como abordagens e apreensões, auxiliaram na confirmação das provas obtidas por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, além de também desbaratarem outros crimes como os de manutenção de casa de prostituição e fornecimento de sinal clandestino de TV a cabo.

Entre os traficantes que atuam no Morro da Ilha da Conceição, a liderança é exercida pelo denunciado Carlos Vinícius Lirio da Silva, vulgo “Cabeça”, tendo logo abaixo dele Flávio Simões Brasil, vulgo “Narigudo”. Segundo a denúncia, o tráfico na Favela do Sabão, localizado nos bairros Centro e São Lourenço, também era chefiado por Carlos Vinícius “Cabeça”, tendo como gerente Ryan Nóbrega Jubim, vulgo “Do Flamengo”.

No Morro do Estado, que se divide entre Centro e Ingá, a investigação apurou que o tráfico era dominado pela facção Terceiro Comando Puro, oportunidade em que era chefiado por Andrei Soares Maciel, vulgo Coronel. Com a prisão de “Coronel”, o denunciado Raphael Conceição de Souza, vulgo Lutador, assumiu a chefia da comunidade, que passou a ser filiada à facção Comando Vermelho.

O Morro do Palácio, era liderado pelo denunciado Max Christian Fernandes Teixeira, vulgo “Negão”, que foi expulso no momento em que outra facção ascendeu ao poder na comunidade. Com a mudança de domínio, são apontados como líderes Anderson Souza Leite, vulgo “Bozo”, Igor Barboza Miranda, vulgo “Bozin”, e Renato Santana de Almeida, vulgo “Renatinho”,

Já no Morro do Cavalão, em Icaraí, a denúncia lista como líder o denunciado Reinaldo Medeiros Ignácio, vulgo “Kadá”, tendo abaixo dele o seu filho, o denunciado Reinaldo Medeiros Ignácio Júnior, vulgo “Reinaldinho”.

Durante a investigação, também foi identificada associação para a prática do crime de manutenção de estabelecimento onde ocorre exploração sexual, sendo a prática liderada pelo denunciado Diego da Conceição Antônio, que tinha como braço direito o denunciado Pedro de Simone.

O monitoramento telefônico também reuniu indícios de que há um grupo constituído para fornecer, de forma organizada, com divisões de funções, os serviços de “gatonet” (sinal de TV) e de internet na Comunidade no Morro da Conceição e em outras comunidades do Estado do Rio de Janeiro.  De acordo com a denúncia, os componentes do grupo que coordenava o fornecimento de sinal de TV e sinal de internet nas comunidades mantêm estreito contato com os líderes do tráfico nas localidades – em verdadeira parceria empresarial e clandestina. Essa parte da investigação segue em andamento.

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