Casos de PolíciaDenunciainvestigaçãomilícia

Investigação sobre a máfia de jogos de azar apontou que Marquinho Catiri estava envolvido com Bernardo Bello. Miliciano expôs que seus inimigos colocaram milhões de reais para quem conseguisse matá-lo e reforçou sua segurança antes de morrer

A investigação sobre a máfia dos jogos de azar revela que o miliciano Marquinho Catiri, morto recentemente, fazia parte da quadrilha comandada pelo contraventor Bernardo Bello Pimentel Barbosa, de vulgos Play, Garoto, Bernard.

Há um extenso áudio atribuído a Catiri tendo como destinatário Bello, que se encontrava preso na Colômbia.

Na mensagem de áudio o interlocutor categoricamente afirma que está gerindo e mantendo todo o negócio criminoso de Bernardo enquanto este permanece afastado. A fala reforça a existência da organização criminosa, de grande dimensão, a qual é referida como ´empresa´.

No longo áudio é feito um verdadeiro apanhado de diversos assuntos envolvendo, em tese, as atividades do que seria a empresa criminosa, voltada, nas palavras do próprio interlocutor, para a contravenção.

Neste, Catiri agradeceu a confiança de Bernardo em ´colocá-lo dentro de seu negócio´, transmitindo, em seguida, todo o panorama dos fatos criminosos por ele geridos neste período.

É mencionado, abertamente e de forma até mesmo banalizada, sobre larga distribuição de propina a policiais militares e civis, incluindo delegacias especializadas. Há referência até mesmo a reuniões com policiais corruptos.

Na mensagem também é falado a respeito das disputas do submundo do ´jogo do bicho´, citando, nominalmente, comparsas e rivais, e destacou reuniões com a ´cúpula´ da contravenção, entre outros ilícitos.

Importante registrar que Catiri expôs que seus inimigos colocaram um valor de milhões de reais para quem conseguisse matá-lo e que, por conta disso, tinha intensificado sua segurança, sugerindo, inclusive, que essa tinha participação de policiais.









Mostrar mais
Botão Voltar ao topo