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Justiça arquivou processos resultantes de investigação com riqueza de detalhes sobre atuação de uma narcomilícia em 16 comunidades de Cascadura, Quintino e Jacarepaguá com nove réus e suas respectivas funções no grupo. SAIBA MAIS

A Justiça arquivou dois processos contra nove milicianos (Marquinho ou Semente, Jiboia, PQD, Bruninho BR, Moral, Novinho, Matheus, Baby e PQD da Malvina) que atuavam noCampinho, Fubá, Juca, Lemos de Brito, Bateu Mouche, Barão, Covanca, Jordão, Caixa D’água, Santa Maria, Teixeiras, Malvina, Curumau, Gardênia Azul, Curicica e Colônia, situadas nos bairros de Cascadura, Quintino e Jacarepaguá. Hoje, essas localidades quase todas estão na mão do Comando Vermelho.

Durante o período aproximado de 02 (dois) anos e 04 (três) meses, iniciado em maio de 2019,  eles praticaram nestas áreas vários atos ilícitos que consistem na distribuição clandestina de sinal de TV a Cabo e de internet, em constrangimentos ilegais e extorsões contra moradores e comerciantes, agiotagem e comercialização de entorpecentes.

.Atuavam livremente nos moldes de uma verdadeira organização criminosa, ostentando armamento de guerra e apresentando características próprias deste tipo de grupo mafioso: poder hierárquico, controle territorial, divisão de tarefas, conluio com outros criminosos e relação promíscua com agentes da segurança pública. 

Restou apurado que os denunciados tomam parte em sofisticada cadeia de atividades ilícitas, tais como cobrança de ´taxa de segurança´; ´taxa de circulação´ do transporte alternativo; ágio sobre a venda de imóveis, serviços básicos como coleta de lixo, fornecimento de luz e água. 

Negociavam, ainda, a aquisição de armas e munições de uso restrito. materiais de construção, alimentos, água, botijões de gás; 

A organização criminosa se associou à facção criminosa autointitulada Terceiro Comando, passando a comercializar entorpecentes nas comunidades subjugadas à malta, originando o fenômeno popularmente conhecido como narcomilícia; 

Para alcançar seus desideratos ilícitos, os denunciados e seus compinchas promovem o patrulhamento armado das comunidades, por meio do qual mantêm o controle geográfico, bélico, financeiro e logístico das regiões, rechaçando qualquer tentativa de invasão das localidades, seja por milicianos ou traficantes de drogas integrantes de grupos criminosos rivais, além de buscarem transmitir falsa sensação de segurança para a população local, sob cujo pretexto é realizada a cobrança da malfadada ´taxa de segurança´. 

No referido período de vinculação entre os integrantes da organização criminosa para a concretização do programa delinquencial, os denunciados atuaram em tarefas específicas, perfeitamente identificadas pelas diligências investigatórias, inclusive pela análise das conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial.

Semente, Moral, Novinho e Matheus eram ps cobradores da organização, a quem cabe o recolhimento de todas as taxas ilícitas exigidas de moradores e comerciantes das localidades. 

Jiboia, Bruninho BR. Baby e PQD da Malvina a Júnior eram os soldados, ou seja, seguranças armados da organização, responsáveis pelo controle territorial das comunidades. Ostentavam fuzis e pistolas e outros objetos militares, tais como como coletes, algemas e balaclavas. 

PQD era o esponsável pela negociação de armas e munições adquiridas pela organização. 

No site do TJ-RJ só diz que os processos foram arquivados em 10/06 e 28/10 deste ano. Não informa os motivos.

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