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Justiça beneficia ex- PM condenado por acusação de receber propina de traficantes da Maré

Um ex-policial militar condenado pela acusação de supostamente receber propinas de traficantes do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, foi beneficiado, por decisão da Justiça em janeiro, de cumprir a sua pena em regime aberto.

Nesse regime, a pena é cumprida em casa de albergado ou, na falta deste, em estabelecimento adequado, como, por exemplo, a residência do réu.

Expulso em 2015, o ex-policial Arlen Santos Silva, que era do BOPE, foi condenado em 2018 a seis anos, quatro meses e 24 dias de prisão.

Já na época da sentença ficou determinado que o regime da pena seria o semiaberto onde o réu tem que voltar para a cadeia no período noturno.

O processo aberto contra Arlen é 2015. Das conversas interceptadas, restou claro que o acusado quando PM recebia alguma vantagem quando, por exemplo, o traficante informava que ele poderia passar para buscar ´o negócio do Arlen”.

Apesar de não haver o valor que era recebido ou prometido, verificou-se que por uma caderneta apreendida em uma das vezes, inclusive havia a menção ao valor de R$11.000,00 em propina.

Relatório revelou que o número que fazia contato com o suspeito era do traficante conhecido como Leitão.

As mensagens que foram transcritas comprovam que diversas vezes informou sobre as operações policiais na época em que atuava no BOPE.

Verifica-se que havia uma ligação entre o acusado e o traficante Leitão, sendo inclusive, foram juntos comprar uniforme da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, conforme dialogo descrito nos autos.

” A prova dos autos é robusta e segura, sendo duvidoso que o acusado efetivamente repassava informações sobre as operações do BOPE que seriam realizadas no Complexo da Maré, para traficantes do Terceiro Comando Puro”, revelou a sentença.

A decisão da Justiça que beneficiou o ex- PM pode ser acessada neste link: http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=0004B3482B67302BCDEDA8A0C98EBF7328D9C50B6319111C&USER=

Já em 2016, depois de ficar dez meses preso, o mesmo ex-policial já tinha sido beneficiado com alvará de soltura.

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