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Justiça decreta prisão de três traficantes que executaram homem que não aceitava ordens dos criminosos em São Pedro da Aldeia e os chamava de ‘moleques’

Traficantes são acusados de executar Paulo Luis de Oliveira em São Pedro da Aldeia porque ele não aceitava ser submetido às ordens dos criminosos, os chamando de ‘moleques’. 

O crime foi em 2019 mas a denúncia foi aceita apenas esse ano. São três os acusados, entre eles uma mulher, que tiveram as prisões preventivas decretadas.

Consta dos autos que no dia 30/07/2019 policiais militares foram acionados pela sala de operações para verificar um homicídio ocorrido na Estrada de São Mateus. 

Os policiais foram ao local indicado e lá chegando constataram que havia um cadáver em decúbito dorsal com perfurações de projétil de arma de fogo, e, segundo populares, cerca de quatro indivíduos teriam chegado na residência da vítima em um carro de cor preta e depois de um tempo, saíram com Paulo no automóvel. 

Disseram que posteriormente os mesmos indivíduos retornaram para aquela residência e subtraíram os seguintes bens da vítima: 01 (um) veículo Classic GM, ano 2008, cor prata, placa HIO 0612, 01 (um) televisor, 01 (um) revólver e outros objetos.

Parentes de Paulo afirmaram de forma coesa que a vítima Pnão aceitava se submeter a imposições e desrespeito dos traficantes do local onde morava porque eram ´moleques´ que tinham a idade para serem seus filhos e por isso, Paulo entrou em conflito com alguns deles, especialmente com ´Vitinho´, apontado como o chefe do tráfico de drogas naquela região. 

As testemunhas acrescentaram que após alguns desentendimentos entre vítima e traficantes, os integrantes da traficância naquela localidade passaram a rondar a casa de Paulo, ostentar armas de fogo e encararem a vítima de forma ameaçadora. 

Disseram ainda que esses indivíduos trafegavam pelo local em um veículo VW Gol preto. 

No decorrer das investigações, um adolescente foi apreendido 11/08/2019 na Rua dos Amigos, em São Pedra da Aldeia por fazer parte do tráfico local e, em seu depoimento, informou que sabia o nome dos autores do crime praticado contra Paulo, apesar de não ter participado do evento criminoso, asseverando, outrossim, que teria guardado os objetos subtraídos da residência da vítima a pedido de Vitor, Marcelo, Cleisson, ´Gordinho´, Ingrid e Gisele, e que essas pessoas eram as responsáveis pela morte de Paulo. 

Pois, o mesmo adolescente levou os policiais até uma residência situada na Rua dos Amigos e, lá chegando, os policiais militares constataram a existência de material entorpecente, além de uma televisão da marca LG, 08 (oito) relógios de diversas marcas, 01 (um) aparelho de barbear da marca Philips, 01 (um) som e 01 (uma) caixa acústica ambas da marca TOSHIBA, (04) anéis, (07) sete pares de brinco prateados e uma garrafa vazia de Whisky Johnnie Walker Double Black, tendo o menor afirmado que os bens pertenciam à vítima Paulo Luis.

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